Com 14 vitórias em 15 lutas, Raphael Assunção está caminhando rumo ao topo dos pesos penas no WEC. Após dois triunfos na organização americana, o brasileiro já tem data para voltar ao octagon azul. No dia 10 de janeiro, Raphael enfrentará o ex-campeão da categoria, Urijah Faber, que já foi considerado um dos melhores lutadores peso por peso do mundo. Em entrevista à TATAME, Raphael falou sobre os treinos, a expectativa para o combate, a próxima disputa de cinturão, entre Mike Brown e José Aldo, e a possibilidade de subir de peso e ir para o UFC.
Como estão os treinos para o seu retorno ao WEC?
O treinamento já está começando, mais forte e profissional do que nunca.
Aonde você está treinando? Quem são os seus companheiros de treino?
Por enquanto, estou treinando aqui em Atlanta com os meus irmãos Junior e Freddy, Jucão, irmãos Douglas e Diego Lima, mas talvez irei para um novo camp... Ainda vamos decidir isso.
Você vai lutar com o Faber, ex-campeão da categoria que já foi considerado um dos melhores peso por peso do mundo. Qual a expectativa para o combate?
A expectativa é sempre positiva, ele é muito bom em tudo, com um bom arsenal, mas eu imprimirei um bom ritmo de ataques ameaçadores, com um bom gás, e veremos como a luta vai fluir.
Você acha que ele será o seu adversário mais duro até hoje? Comente o jogo dele e que estratégia você pretende aplicar nessa luta.
Talvez seja o atleta mais duro que enfrentarei até então... Ele tem um jogo bom, mas acho que já lutei com atletas mais fortes que ele, com um Jiu-Jitsu melhor que o dele... Já enfrentei atletas com melhor Muay Thai e Boxe que o dele, mas o que o faz perigoso é como ele conquista suas técnicas. A estratégia será explorar os seus erros e aberturas.
O Brasil está crescendo neste peso, com você e o José Aldo. Como você vê isso?
É, o Brasil está crescendo nessa categoria... O José Aldo nem se fala, sua campanha é muito boa. Eu tenho enfrentado e vencido atletas de alto nível, de diferentes estilos, experientes, mas graças a Deus estamos no top dessa categoria.
Ele vai disputar o cinturão agora com o Mike Brown. Como você acha que será essa luta? Em quem você aposta?
Não sei em quem apostaria... A luta pelo título dos penas será uma luta dura, como todos sabem. Até então acho que se os dois atletas estiverem 100% preparado e focados ser´auma disputa tipo “fifty fifty”, 50% pra cada um.
Outro brasileiro que vinha bem nesta categoria é o Wagnney, que acabou perdendo recentemente. A derrota dele te surpreendeu? Você acha que ele deveria descer de peso?
Me surpreendeu, claro. Acho que o Wagnney tem um bom porte para este peso, mas cabe a ele decidir se deve mudar de categoria ou não.
Quais são os seus planos para o futuro? Você pensa em subir de peso e ir para o UFC?
Subir de categoria para 70kg no UFC definitivamente não está nos meus planos, devido ao meu porte e estrutura física. Meu peso no dia a dia é mais ou menos 72kg. Eu já lutei até 70kg no começo da minha carreira, porque raramente teria lutas até 65kg na época e mesmo assim, quando rolava, a bolsa era muito baixa. Essas lutas, aliás, foram contra atletas muito bons, duros e fortes, bem maiores que eu, mas graças a Deus consegui ganhar essas batalhas.
Fique a vontade para mandar o seu recado...
Queria agradecer a galera da TATAME pelo tempo e suporte... Irei com tudo para a minha próxima luta... Minha próxima luta será explosiva, e espero representar o Brasil e a minha família da melhor maneira com as minhas habilidades.