Por Eduardo Ferreira
Assim que nocauteou Tomonari Kanomata no Sengoku 12, que aconteceu no último final de semana no Japão, Marlon Sandro, ainda comemorando a rápida vitória, foi surpreendido com um desafio feito pelo campeão da organização Masanori Kanehara. Ao subir ao ringue para socorrer o amigo que estava nocauteado, Kanehara cumprimentou Marlon e disparou: “next fight, next fight”. “Na hora eu respondi: “no problem” (risos). Depois rolou um intervalo e a organização o chamou no ringue e ele me desafiou. Foi até estranho um campeão desafiando um cara sem título”, revelou Marlon. O duelo já está marcado para o dia 20 de junho, como revelou o faixa-preta da Nova União em entrevista exclusiva que você confere a seguir.
Nove segundos de luta. Esperava vencer tão rápido?
Graças a Deus deu tudo certo. Foi rapidinho, mas eu esperava uma luta mais amarrada. Eu treinei chão, mas ia buscar mesmo o nocaute, pois o jogo dele mais forte é no chão. Ele tem um estilo de chão embolado parecido com o do (Shinya) Aoki, por isso pretendia levar essa luta em pé mesmo.
Você treinou muito aquele upper?
Treinei bastante esquiva para entrar com aquele upper, que é um golpe curto e forte. Eu já tinha derrubado o Nick Denis com este golpe. Sabia que o (Tomonari) Kanomata iria entrar nas minhas pernas, então treinei muito esse golpe e treinei bastante joelhada também. No primeiro cruzado ele já tinha sentindo, apesar de achar que ele balançou porque se desequilibrou após me chutar, mas ele arregalou o olho e achei que ele fosse entrar nas minhas pernas na hora que soltei o golpe.
Quem mais te ajudou nos treinos para esta luta?
Foi bom você perguntar isso, pois queria aproveitar o espaço para agradecer a galera que me ajudou nos treinos. A seleção brasileira de Luta Olímpica, em especial o Raoni Barcelos, o Daniel Pirata, o Luis Bolonha, o Adrian Jaoude e toda a galera do Wrestling. Queria agradecer também o Johnny Eduardo, o Amílcar Alves e o Luis Beição, que me ajudaram muito nos treinos em pé. E claro, um agradecimento especial ao André Pederneiras e ao Wendell Alexsander, afinal de contas, sem eles não existiria a Nova União.
E quando vem a luta pelo cinturão?
Assim que a luta terminou o (Masanori) Kanehara, que estava no córner do Kanomata, foi me cumprimentar e falou: “next fight, next fight” e respondi: “no problem” (risos). Depois rolou um intervalo e a organização o chamou no ringue e ele me desafiou. Foi até estranho um campeão desafiando um cara sem título, mas isso mostra que estou fazendo um excelente trabalho no Japão.
E já tem data esta luta?
Sim, será no Sengoku 14, no dia 20 de junho, quando acontecerá o GP dos leves e que contará com a participação do Leonardo Santos.
A festa neste Sengoku foi completa para o Brasil né?
Foi muita energia positiva. Ficamos o tempo todo gritando para o Jorge Santiago, que fez uma luta contra um cara muito duro, mas graças a Deus saiu com a vitória. O Leo Santos lutou muito bem, ele acertou uma joelhada voadora, colocou o cara para baixo e já foi passando e montando. Quando o cara viu de costas ele logo encaixou o mata-leão e definiu a luta.
Você chegou hoje. Amanhã já volta aos treinos?
Não, vou tirar essa semana para descansar, mas semana que vem já estou de volta. Tenho que ajudar o Junior (José Aldo), que vai defender o cinturão dele do WEC e tem também o Shooto na semana que vem, onde vai lutar uma galera da equipe.
Você se considera o José Aldo do Japão ou o Aldo é você na América?
(Gargalhadas) Eu não gosto de pensar assim. Me inspiro muito no Junior, gosto do estilo dele e nos ajudamos muito nos treinamentos. Pra gente que luta é difícil pensar dessa maneira, quem costuma dar essas definições são os fãs e a imprensa, mas nós estamos fazendo muito bem o nosso trabalho. Temos o Renan Barão dominando esse peso no Brasil e logo fará a sua estréia internacional, o Junior é o número um do peso no ranking mundial e eu estou fazendo o meu trabalho no Japão.