Coluna da Arte Suave: a importância da visão do professor na instrução aos atletas; confira e opine

Tatame

08/12/2016 09:27

Cada vez mais, as artes marciais são procuradas por um público de diferentes segmentos e objetivos. De todas as classes sociais. Conversando com o professor de Jiu-Jitsu e Muay Thai Rafael Dias, mora nos Estados Unidos atualmente, percebemos que existem diferentes fatores que levam pessoas a buscarem as artes marciais como meio de cuidar da saúde e do corpo, do físico e do mental.

Todo professor, ao ver sua turma, certamente terá pessoas das mais variadas profissões e objetivos. Saber lutar, é claro, e alguns querendo, no futuro, serem professores, buscando o Jiu-Jitsu como uma carreira profissional. Assim como quando se conhece uma pessoa, a primeira impressão é a que fica, e isso acontece em relação às artes marciais. Como será que é esse primeiro encontro para as pessoas? Na verdade, o que se deve existir é primeiro o domínio total por parte do professor da técnica e entender o que seu futuro aluno deseja. Isso engloba, não só a arte marcial, mas sim como ser educado saber como atingir todas as pessoas.

621x413
Luiz, em seu novo artigo, fala da importância da visão dos professores aos alunos (Foto divulgação)


Primeiro de tudo, se deve ter uma prévia conversa com o aluno. Por exemplo, qual seria seu objetivo iniciando os treinamentos. Cada pessoa tem um objetivo diferente. Nenhum motivo é mais importante que o outro, eles apenas são diferentes. Desta forma, o mesmo professor consegue trabalhar tanto com o "casca-grossa", que quer ser lutador profissional, quanto com um aluno que queira aprender a se defender tendo altos gastos calóricos nos treinos e nem queira competir, mas estará em todos os treinos dando o melhor de si, e por vezes sendo um excelente treino para quem deseja competir e se tornar um lutador profissional.

A arte marcial não exclui, mas sim inclui a pessoa a uma qualidade de vida melhor, com muita disciplina e esforço. Pode ser um excelente fator motivacional para pessoas largarem o fumo, a bebida, emagrecer até como um resultado indireto, pensando mais no desenvolvimento do Jiu-Jitsu, mas alcançando este objetivo.

Tive um aluno que me disse que não bebia mais aos domingos pensando no treino de segunda. Alunos que entram com baixa estima e com o tempo melhoram. O Jiu-Jitsu é um grande caminho que pode ajudar, mas cabe ao professor ter uma visão correta, perceber e encaminhar seus alunos, encorajando a treinar, competir e evoluir, mas nunca segregando aquele que não tem um espírito de competidor. Pelo contrário, deve entender e respeitar a sua vontade. Muitas vezes, com o tempo, aquele aluno, por vontade própria, decide competir. Como professores, temos de incentivar o aluno a ultrapassar seus limites, vencer seus medos e não o desqualificar naquele momento por não escolherem competir. Certamente, a segurança e a auto estima podem ser os geradores de futuros competidores, mas que naquele momento ainda não se achem à altura.

Para mais informações sobre, acesse o meu Instagram pelo link https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Bons treinos e boa semana. Oss!