Coluna Mente Forte: artes marciais no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Tatame

29/04/2016 09:20

Atender as exigências comportamentais no convívio familiar, escolar, profissional, tem se convertido em um grande desafio para o ser humano. Para suprir as exigências de relacionamento interpessoal, aprendizado na educação formal e produção profissional, há que ter um nível razoável de atenção, assimilação e capacidade de gerenciamento emocional e comportamental, caso contrário, as queixas virão.

Geralmente, quando não há queixas de reprovações nas atitudes, ações e interferência no trabalho, é um costume do senso comum, dizerem “as coisas vão bem”. Todavia, é importante realizar a auto-observação e, se possível, ter observação e orientação externa, com isso, cada vez mais psicólogos têm sido requisitados para realizar acompanhamentos e aconselhamentos organizacional pessoal e institucional.

619x413
A prática de artes marciais são essenciais para um bom desenvolvimento (Foto FlashSport) 


Sobre o transtorno em adultos, muitas pessoas percebem e relatam que estão vivendo como se o “mundo tivesse virado de cabeça para baixo”. Quando essa percepção torna-se uma rotina a perda de foco, recorrentes adiamentos de tarefas cotidianas, agitação, impulsividade, esquecimentos, agitação e desorganização generalizada, que acontecem geralmente acompanhadas de episódios de tristeza e desvalia. Esses sinais são sintomas ou comportamentos que merecem ser investigados, pois é possível que seja um caso de TDAH-Transtorno de déficit de Atenção/Hiperatividade.

O que é o TDAH?

TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade: é um distúrbio (conjunto de sintomas), psiconeurológico que se caracteriza por desatenção, agitação, esquecimento, hiperatividade, impulsividade e desorganização. É comum encontrar sintomas semelhantes em crianças e adultos, porém, desassociados e com baixa frequência. Mas, quando se trata de distúrbio, as queixas são mais frequentes e os sintomas mais intensos. Segundo Dráuzio Varela, esses sinais devem obrigatoriamente manifestar-se na infância, mas podem perdurar por toda a vida, se não forem devidamente reconhecidos e tratados.

Como se diagnosticar o TDAH?

Por se tratar de um diagnóstico complexo, é aconselhável que a avaliação seja feita por uma equipe multiprofissional. O profissional da área de psicologia dispõe de técnicas de intervenção tais como: observação, jogos de interação relacional e também um arsenal de ferramentas de avaliação psicológica (testes validados), para serem usados de acordo com a necessidade e faixa etária da pessoa avaliada.

Quando se trata de avaliar crianças e sendo o psicólogo o primeiro profissional que a família contatar, aconselha-se solicitar o parecer do pediatra que procederá com exames habituais e orientação adequada. Também é importante solicitar um parecer das observações comportamentais e de rendimento escolar aos professores e pedagogos da escola que a criança estuda, lembrando que o parecer do educador físico tem uma peso importante nesta decisão e no futuro desenvolvimento escolar da criança.

Não existe uma faixa etária predominante para ocorrência do TDAH. Porém, há relatos de profissionais e estudos que apontam para causas de ordem comportamentais e pré-disposição genética. Sabe-se que o TDAH ocorre em média com 5% das crianças em idade escolar, caracterizado como a faixa etária e momento social que fica mais propício a identificação dos sintomas. Tratando-se da dificuldade em manter a atenção concentrada nas atividades propostas a agitação motora prejudica o aproveitamento escolar.

O TDAH também é responsável por gerar estigmas (rótulos), que por consequências mascaram o potencial aprendizado das crianças e de produção nos adultos. Na próxima postagem, iremos falar sobre os resultados que a prática esportiva, principalmente de artes marciais e lutas, têm conseguido no tratamento de TDAH.  Para saber mais sobre o tema ou o meu trabalho, acesse os meus sites e fique por dentro. Veja os links: http://www.psisport.com.br/ ou https://www.facebook.com/jorgeluis.marujo .