Preguiça exalta título absoluto no Abu Dhabi World Pro e cita principais desafios: 'Só tinha atleta top'

Mateus Machado

20/05/2016 09:30

Após começar a temporada de 2016 conquistando o título absoluto no Europeu de Jiu-Jitsu da IBJJF, Felipe Preguiça se recuperou de lesão sofrida no campeonato e retornou no final de abril, para a disputa do Abu Dhabi World Pro. Na competição, organizada pela UAEJJF e uma das mais importantes do cenário da arte suave, o lutador da Gracie Barra ficou em segundo lugar em sua categoria, perdendo para Erberth Santos na final, mas no peso aberto, ressurgiu ao vencer José Junior na grande decisão e faturou mais um absoluto.

* Felipe Preguiça e Tayane Porfírio faturam o absoluto faixa-preta no Abu Dhabi World Pro; resultados
* Vídeo: veja a vitória de Preguiça sobre José Junior na final do absoluto do Abu Dhabi World Pro

Mantendo uma incrível sequência de títulos desde o ano passado, Preguiça enfrentou grandes atletas em suas campanhas na categoria e no peso aberto. Em entrevista à TATAME, o mineiro de apenas 24 anos falou sobre os seus principais desafios durante a disputa do World Pro, na capital dos Emirados Árabes Unidos.

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Felipe Preguiça garantiu mais um ouro absoluto para sua carreira na arte suave (Foto UAEJJF)


"Bom, na disputa do absoluto, lógico que todos os atletas são duríssimos, é um campeonato de alto nível, só atleta top, mas meus adversários mais difíceis no peso aberto foram o Calasans e o Alex Trans. Já em relação à disputa na minha categoria, considero os meus principais desafios o André Galvão e o Erberth", afirmou.

Na final do peso aberto, o atleta da Gracie Barra BH vinha vencendo por pontos, todavia, quando teve a oportunidade, finalizou José Junior - da UAEJJ Team - no braço. Ao falar sobre a decisão com seu oponente, Preguiça fez elogios a Junior e comentou sobre o fato de ter chegado com favoritismo para a última luta. 

"O José Junior está de parabéns, ele foi um cara que realmente surpreendeu muita gente, mas eu já sabia que ele era duro. Ganhou do Luiz Panza, do Ricardo Evangelista, então era um cara que vinha em uma sequência muito boa. O fato que de ser favorito, bom, para mim eu nem penso nisso, nem antes e nem na hora da luta, mas com certeza, pelo fato de ter uma grande premiação em jogo, te faz ficar um pouco mais nervoso, querer jogar um pouco mais seguro, mas foi um prazer lutar com ele, está de parabéns. Consegui imprimir meu jogo e sair com a vitória", finalizou o faixa-preta, que retorna à ação no início de junho, no Mundial da IBJJF.