Amanda cogita Valentina, mas segue atenta a divisão dos penas: 'Se a Cris não voltar, eu quero subir'

Yago Rédua

08/03/2017 12:20

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Amanda Nunes foi recebida pelas crianças do projeto social (Foto: UFC)

Na tarde de terça-feira (7), em São Conrado, em frente à comunidade da Rocinha, Amanda Nunes, campeã peso-galo do UFC, participou de um evento com crianças carentes no Instituto Reação. A Leoa doou, em nome do Ultimate, 62 mil reais para o projeto social e fez a alegria dos pequenos lutadores, ao ensinar algumas técnicas. Em entrevista coletiva, a baiana comentou sobre a importância de ações como essa e revelou que deseja ajudar mais causas deste tipo. 

"Um projeto social é muito importante. Eu pretendo voltar e sentar com algumas pessoas e ver direitinho se futuramente podemos ajudar algumas crianças com alguma coisa. Eu estou aí. Estou pronta para fazer bem e levar alegria para os lugares tristes", comentou Amanda. 

Seguindo a conversa com a imprensa, a lutadora revelou que deseja ver Cris Cyborg campeã dos penas e que só subiria de categoria imediatamente se fosse para enfrentar a atual detentora do cinturão, Germaine De Randamie. Já a respeito de Ronda Rousey, a Leoa falou sobre suas frustrações com a americana e apontou que está "curtindo" a vida de celebridade. Amanda ainda disse que gostaria de lutar no mesmo card que Georges St-Pierre e apontou Valentina Schevchenko como próxima desafiante.

Confira a entrevista na íntegra a entrevista com Amanda Nunes: 

- Desejo de ver a Cris Cyborg campeã dos penas 

Se a Cris (Cyborg) não voltar, eu quero subir de caterogia e enfrentar a campeã que eu já venci. Então, vamos esperar essa categoria da Cris, se ela voltar, não é necessário eu subir. Desta categoria, eu quero ver a Cris campeã. 

- Motivo para não enfrentar a Cris Cyborg de imediato 

Porque o peso da Cris é um peso alto, eu tenho que fazer todo um trabalho para subir de categoria. A campeã hoje é da minha categoria, então, eu tenho grande vantagem e não vou fazer muito esforço para poder lutar contra essa campeã (Germaine De Randamie), que eu já venci e é da minha categoria. Essa é a minha visão, porque se eu for lutar com a Cris, o processo será demorado. Porque eu já sou acostumada nesta categoria, para subir...Tem todo um processo, todo um treinamento. É fora do meu foco. Se a Cris voltar, eu fico na minha categoria. Ela tem quer voltar e lutar pelo cinturão da categoria dela e o futuro só a Deus pertence. 

- Valentina como a nova desafiante e evolução no jogo de chão

Eu acho que sim, com certeza! Mas ainda não tenho nada certo, porque estou de férias e eu só volto a conversar com o UFC quando eu estiver nos Estados Unidos. É algo que eu preciso sentar com o UFC e discutir o meu próximo passo.  Isso é MMA, então você tem que estar preparado para qualquer coisa. Porque todo mundo ali sabe tudo, mas é forte em uma modalidade. Você tem que aprender tudo, focar tudo, aprender a defender tudo e ficar atento em todos os momentos. MMA é uma caixinha de surpresa. 

- Ausência de Ronda dos compromissos do UFC 207 

Foi triste... Eu fiquei bastante magoada, porque eu não fiz tanta coisa. Eu queria atender os meus fãs, atender a imprensa, que são as pessoas que promovem os atletas... Que colocou a própria Ronda lá e por que ela não separou um tempo para atender essas pessoas que a ajudaram? Tudo bem que a derrota é muito difícil. Se você não sabe administrar, pega... Eu já perdi e hoje estou aí, sou a melhor do mundo. Não tem desculpa para isso. Você tem que se forte, tem que aprender a ser forte. É ruim, mas o atleta tem que aprender a perder, para voltar mais forte. 

- Fim da linha para Ronda Rousey no MMA 

Eu não sei exatamante, mas espero que não. Acho que todo atleta merece um retorno, merece terminar a carreira bem. É isso que eu desejo para Ronda, voltar, fazer mais uma luta e aí, sim, decidir. 

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Amanda Nunes doou 62 mil reais, em nome do UFC (Foto: UFC)

 - Celebridade após vencer Ronda em dezembro

Foi bom que caiu nas minhas férias (participacão em programas de TV). Ano passado eu lutei três vezes, então é muito puxado para um atleta. Não tive descanso, então esse ano eu quero lutar uma ou duas vezes... Depende de como eu estiver sentindo o meu corpo. Porque eu sinto umas dores, tenho que tratar do meu corpo melhor. Tenho só 28 anos, mas estou um pouco debilitada (risos). Esse ano eu quero ir devagar, fazer uma luta no fim do ano, mas nada certo. Eu quero descansar um pouco e está tudo acontecendo neste momento de descanso. Estou assimilando esse momento e aproveitando isso. 

- Mudança de tratamento do UFC após vitória sobre a Ronda 

Com certeza e vai mudar mais ainda. Eu conquistei o meu espaço e mostrei que campeã tem que mostrar serviço no octógono e o UFC cada vez mais vai olhar para mim e me dar aquela força que eu mereço. Eu sou a campeã e mereço. Eu proporciono grandes lutas para o show e por que não me dá essa visibilidade que eu mereço? O UFC já está mudando... Eu sempre tive uma relação muito boa com o Dana White, sempre estamos trocando mensagem e tudo. A tendência é melhorar sempre. 

- Retorno de Georges St-Pierre ao octógono

Acho que depende do card que ele lutar, se for mais para o meio do ano eu tenho interesse em lutar no mesmo. Vamos ver!