Tate afirma que Ronda precisa voltar 'ligada' para enfrentar Amanda Nunes: 'Um grande problema'

Tatame

12/10/2016 02:20

Miesha Tate, ex-campeã dos galos do Ultimate, sofreu nas mãos de Amanda Nunes no UFC 200, em julho passado. A americana acabou sendo finalizada e destronada pela brasileira. Agora, a Leoa disse que vai esperar o retorno de Ronda Rousey, também ex-campeã, para fazer a sua primeira defesa de cinturão. Para "Cupcake", isso não é o mais correto a se fazer.

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Tate e Amanda Nunes se enfrentaram no UFC 200 (Foto: UFC)

"Eu vejo, é apenas a minha opinião pessoal, que como dona do cinturão, ela (Amanda Nunes) não deve esperar pelas outras lutadoras. Ela luta quando deve lutar. Você deve se manter ocupada e fazer as coisas, mas é uma escolha dela, é a vida dela, e ela provavelmente está sendo aconselhada a esperar. E não posso culpar a menina. Vai ser uma excelente luta, será uma luta muito lucrativa. Financeiramente, pensando na carreira, provavelmente faz sentido esperar", apontou Tate ao "The MMA Hour" sobre a nova campeã da divisão dos galos.

Vale ressaltar que "Rowdy" não luta desde novembro de 2015, quando perdeu para Holly Holm. Ainda não se tem uma previsão de quando o duelo irá acontecer, entretanto, Amanda teria se manifestado para que fosse marcado para o UFC 207, em dezembro. Desta maneira, Tate acredita que, se Ronda não retornar 100% focada para vencer, poderá encontrar uma grande dificuldade pelo caminho.

"Sinto que existem muitas variáveis esquisitas, é muito, muito difícil dizer, porque ninguém sabe o que a Ronda vai render quando retornar. Se a Ronda voltar à sua melhor forma, então eu diria que a Ronda (venceria a luta). Mas se a Ronda voltar com uma mentalidade meia-boca, como quem fala: 'Sinto que tenho que fazer isso mais uma vez', e então ela também está bem enferrujada, e talvez ainda esteja com medo de tomar socos, já que não luta desde que enfrentou a Holly. E todos nós vimos que a Amanda tem um poder incrível na mão direita, então, se ela acertar a Ronda com um desses socos, isso pode se tornar um problema gigantesco para a Ronda. Um grande, grande problema", encerrou.