Luiz Panza analisa título em GP do Berkut e projeta disputa do ADCC 2017: ‘Sempre tive o sonho de lutar’

    No último dia 6 de maio, Luiz Panza foi um dos grandes destaques da quinta edição do ACB Jiu-Jitsu (GP do Berkut), evento que vem se notabilizando por bons eventos de lutas casadas em formato de GP. O faixa-preta entrou em ação na categoria acima de 95kg e foi o grande campeão da divisão após uma campanha de três vitórias, sobre Moku Kahawai, Ricardo Evangelista e, na final, Alexander Trans, após um confronto bem disputado.

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    Agora, com a conquista do GP do Berkut, o lutador, que possui uma academia nos Estados Unidos, a CheckMat Redondo Beach, já se concentra em seus próximos desafios. Em entrevista exclusiva à TATAME, Panza falou sobre o cinturão que faturou no ACB Jiu-Jitsu, comentou sobre as disputas do Mundial da IBJJF e do ADCC 2017, próximos grandes torneios que vai competir e deixou sua opinião sobre assuntos relacionados à sua carreira e ao Jiu-Jitsu.

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    Luiz Panza faturou o cinturão acima de 95kg do ACB Jiu-Jitsu (Foto ACB Jiu-Jitsu)

    Confira a entrevista com Luiz Panza na íntegra:

    – Análise da participação no GP do Berkut

    Na primeira luta, contra o Moku Kahawai, eu consegui impor o meu jogo já puxando para a guarda impondo meu ritmo e finalizando com a chave de pé. Na segunda luta, contra o Ricardo Evangelista, entrei com o mesmo foco e botei em prática o meu jogo da mesma forma, finalizando com o leglock. Já na terceira luta (contra o Alexander Trans), nós dois chamamos para a guarda, ele subiu e eu comecei atrás no placar. Foram 25 minutos de luta nos quais ele neutralizou o meu jogo e, como o evento não tinha punições e nem vantagens, ele jogou bem com as regras e se manteve à frente no placar. Porém, eu consegui uma raspagem nos quatro segundos finais, que contabilizou o empate e me deram a vitória na decisão.

    – Modelo de competição nos GPs e premiações dos torneios

    Esse tipo de evento (GP e superlutas) é como se fosse um sonho do Jiu-Jitsu se tornando realidade, onde nós atletas somos valorizados e temos uma grande visibilidade, fazendo com que o Jiu-Jitsu se torne cada vez mais profissional. Sem contar que temos as premiações, que no caso que são grandes motivações para nós atletas.

    Vaga conquistada para o ADCC na seletiva de SP e expectativa

    Eu sempre tive o sonho de lutar o ADCC. No último evento, eu estava lesionado, portanto, não tinha condições de participar. Por isso, esse ano já quis logo conquistar a minha vaga lutando em São Paulo (na seletiva) sem esperar pelo convite. As minhas expectativas são as melhores possíveis, pois venho treinando sempre, sem tempo ‘off’. O principal desafio, em si, é o campeonato, não treino pensando em adversário específico.

    – Planos para o restante da temporada

    Meus próximos desafios serão o Mundial da IBJJF, ADCC na Finlândia e o ACB (GP do Berkut) sem quimono. Se aparecer algo além disso, eu estarei treinado para estar preparado.

    – Decisão de treinar e morar nos EUA e diferenças em relação ao Brasil

    A estrutura de treinamento e suplementação aqui são de alto nível e também somos mais valorizados como atletas. Assim, conseguimos ter uma vida digna como atleta e professor de Jiu-Jitsu.

    – Treinos com Marcus Buchecha e Jackson Sousa

    Treinar com meus companheiros é uma oportunidade incrível, pois estar com os melhores do mundo nos faz querer ser melhor a cada dia e estar procurando sempre trocar informações para melhorarmos e puxarmos o limite um do outro, todos os dias. Isso é ótimo e acrescenta muito para um atleta que está sempre competindo.

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