Após superar lesão que quase comprometeu sua carreira, Lucas Pinheiro visa ouro no Mundial: ‘Muito focado’

    Um acidente de carro quase colocou um ponto final na carreira profissional de Lucas Pinheiro. Foram oito meses de angústia, sofrimento e muita força de vontade para voltar aos tatames e fazer o que mais ama: treinar Jiu-Jitsu. O acidente aconteceu em Dallas, dois dias antes do Pan-Americano de Jiu-Jitsu de 2016. Após ir a um hospital local e ser liberado, Lucas achou que não fosse grave, tanto que disputou o Pan e foi vice-campeão. Mas, alguns dias depois, sentindo muitas dores, Lucas voltou ao médico e descobriu que, com a pressão da batida, havia deslocado um disco da coluna.

    “Esse acidente foi um transtorno na minha vida. Foram oito meses sem lutar os eventos da IBJJF… Era o meu primeiro Pan na faixa-preta. Eu estava perdendo peso e muito focado. Logo após o acidente, fui imediatamente na emergência de um hospital. Como fui liberado pelos médicos, achei que não fosse nada grave. Mas, quando voltei, comecei a sentir muitas dores. Estava andando e dormindo mal, sentindo aquela dor o dia todo. Aí marquei uma consulta para saber o que estava acontecendo. O médico disse que eu precisava fazer uma cirurgia, que talvez isso pudesse me prejudicar como atleta. Nunca imaginei que isso fosse acontecer na minha vida. Teve semanas que eu chorava todos os dias, não sabia o quer fazer”, relembrou Lucas.

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    Lucas Pinheiro, após superar grave lesão, vai em busca de ouro no Mundial (Foto Nat Chittamai)

    O faixa-preta de 23 anos resolveu procurar a opinião de outros especialistas e iniciou um longo e árduo tratamento. Foram meses de tratamento ortopédico, crioterapia, banheira de gelo e muita fisioterapia. Oito meses depois, Lucas estava de volta aos tatames.

    “Fiz vários tipos de tratamento, foi muito difícil, não desejo o que eu passei para ninguém. Mas, depois disso tudo, graças a Deus, consegui voltar a fazer o que eu amo. Voltei aos poucos e cheguei agora a um ótimo nível de competição. Mas só eu e quem estava ao meu lado sabe o quanto eu sofri, o quanto foi horrível tudo o que eu passei”, contou.

    Superado o acidente, o manauara voltou a treinar em alto nível e vem despontando como um dos principais nomes da categoria peso galo. Após o vice-campeonato mundial na faixa-marrom e dois vice-campeonatos Pan-Americano na faixa-preta, ele garante que está pronto para buscar seu primeiro título mundial.

    “A minha expectativa é a mesma dos dois últimos Pan-Americanos, quando cheguei a final. Ano passado foi o meu primeiro ano na faixa-preta e esse ano cheguei novamente a final, quando lutei contra o Bruno Malfacine. Esse ano enfrentei vários caras duros, como o próprio Malfacine e o João Miyao, e me saí bem nos Opens que disputei nesta temporada. Pelo que estou vendo na chave, e eu estudo ela todos os dias, tenho tudo para chegar a final do Mundial também. Estou muito focado e confiante. Sei que sou luta dura para qualquer um e vou com tudo em busca deste título”, encerrou o casca-grossa.

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