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Novo campeão linear, Max Holloway José derrota Aldo e estraga festa da torcida no UFC Rio; resultados

Por Diogo Santarém e Mateus Machado

Ginásio lotado, torcida empolgada e um card preliminar repleto de bons duelos. Assim começou o UFC 212, realizado neste sábado (3), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Na sequência, Paulo Borrachinha, Vitor Belfort e Claudinha Gadelha trataram de aumentar a animação da galera com grandes vitórias. O fim, entretanto, foi o pior possível para os brasileiros. Na luta principal do evento, Max Holloway derrotou José Aldo por nocaute técnico, no terceiro round, e tornou-se o novo campeão linear da divisão peso-pena.

Bastante abalado, Aldo deixou o octógono chorando, mas com os gritos de apoio dos torcedores presentes na Jeunesse Arena. Na luta, o que se viu foi muito equilíbrio, com o brasileiro levemente melhor nos dois primeiros assaltos, mas Holloway também levando perigo. No terceiro round, porém, o havaiano encaixou uma bomba de direita que desnorteou Aldo. A partir daí, foi só ir pra cima e castigar no ground and pound até o árbitro declarar vitória de Holloway por nocaute técnico.

Holloway calou o público ao derrotar Aldo e tornar-se o campeão linear (Foto Getty Images UFC)

No co-main event, para quem esperava um combate acirrado, de três rounds, entre Claudinha Gadelha e Karolina Kowalkiewicz, se enganou. Apesar do teórico equilíbrio entre as números 1 e 2 do ranking peso-palha feminino, respectivamente, o que se viu foi um passeio da brasileira. Ainda no primeiro round, Claudinha levou a luta para o chão, ajustou a posição e encaixou um belo mata-leão, acumulando seu 15º triunfo na carreira. Karolina, por outro lado, perdeu pela segunda vez consecutiva, já que vinha de um revés para a campeã Joanna.

Claudinha deu show e, por finalização, venceu Karolina no primeiro round (Foto Getty Images UFC)

De volta à sua casa, Vitor Belfort reencontrou o caminho das vitórias no Rio de Janeiro. Diante de Nate Marquardt, o carioca fez uma luta burocrática, mas apresentou o suficiente para vencer por decisão unânime dos jurados. O resultado quebra uma série de reveses de Belfort, que não vencia desde novembro de 2015. Ao fim da luta, Vitor ainda afirmou que acertou por mais cinco lutas com o Ultimate e descartou se aposentar agora.

No duelo de veteranos, Vitor Belfort reencontrou o caminho das vitórias (Foto Getty Images UFC)

Atropelo, isso foi o que aconteceu no duelo entre Paulo Borrachinha e Oluwale Bamgbose, pela divisão dos médios. Após estrear na organização em março deste ano, o brasileiro deu novo show e, assim como fez em Fortaleza, atropelou seu adversário, vencendo Bamgbose por nocaute técnico ainda no round inicial. Aos 26 anos, Borrachinha agora soma dez vitórias e nenhuma derrota no seu cartel invicto.

Cada vez mais em alta, Borrachinha vem fazendo barulho no peso-médio (Foto Getty Images UFC)

No confronto que abriu o card principal, surpresa e um pouco de polêmica. Logo no início da luta, Yancy Medeiros colocou pressão e aplicou um knockdown em Erick Silva, que caiu, mas não apagado. O havaiano, então, partiu pra cima com tudo, castigando Erick no ground and pound. Apesar do sufoco, o brasileiro tentava reagir e dava sinais de vida. O árbitro, porém, não viu dessa forma, e para a revolta de Erick, declarou nocaute técnico de Yancy no segundo round.

Nocautes e finalizações marcam o card preliminar

No último e mais esperado duelo do card preliminar, entre os brasileiros Raphael Assunção e Marlon Moraes, ex-campeão do WSOF, melhor para Assunção. O confronto foi marcado pelo equilíbrio, porém, após três rounds disputados, a arbitragem decidiu à favor de Raphael, que saiu vencedor por decisão dividida e somou seu segundo triunfo seguido. O estreante Marlon Moraes, por sua vez, sentiu o sabor da derrota após muito tempo, já que não era derrotado desde 2011.

Cara de Sapato usou o que tem de melhor, seu Jiu-Jitsu, para vencer (Foto Getty Images UFC)

Antes, um monólogo definiu o confronto entre Antônio Cara de Sapato e Eric Spicely. Fazendo valer da sua superioridade no jogo de chão, o peso-médio brasileiro investiu no Jiu-Jitsu e, após inúmeras tentativas, conseguiu pegar o pescoço de Spicely no segundo round. Foi o terceiro resultado positivo seguido do faixa-preta no Ultimate, que segue subindo na sua divisão.

No primeiro triunfo de um lutador não brasileiro no UFC 212, quem brilhou foi Brian Kellher. O americano não tomou conhecimento e, em sua estreia na organização, passou por cima de Iuri Marajó, vencendo por finalização com uma bela guilhotina no primeiro round. Situação parecida aconteceu com Johnny Eduardo. O lutador da Nova União, muito querido pelos fãs, entrou animado para enfrentar Matthew Lopez. Porém, apesar do favoritismo, acabou surpreendido e foi derrotado por nocaute técnico, também no round inicial.

Sucuri somou sua segunda vitória em duas lutas pelo Ultimate (Foto Getty Images UFC)

Entre as mulheres, após estrear com vitória, no UFC 206, Viviane Sucuri segue crescendo na divisão peso-palha. Pelo evento no Rio de Janeiro, a brasileira encarou Jamie Moyle, e novamente venceu. Apesar da luta morna, Sucuri impôs seu jogo para sair vencedora na decisão unânime dos jurados e seguir invicta no MMA.

Já Luan Chagas e Jim Wallhead protagonizaram um combate acirrado, mas sempre com o brasileiro parecendo estar um passo à frente. No segundo round, Luan fez valer essa superioridade e, após “sacudir” Wallhead, foi pra cima com tudo para finalizar com um justo mata-leão e somar o seu primeiro triunfo no UFC.

Deiveson estreou com o pé direito no UFC e comemorou muito o resultado (Foto Getty Images UFC)

Estreando no Ultimate, Deiveson Figueiredo fez valer o ingresso para quem chegou cedo na Jeunesse Arena, palco do UFC 212. Em duelo de brasileiros, que abriu a noite e o card preliminar, Deiveson dominou o combate contra Marco Beltrán. Foram inúmeras tentativas de finalização e muita pressão, até que, no intervalo do segundo para o terceiro round, Beltrán não conseguiu retornar após sofrer uma forte sequências de golpes e o nocaute técnico foi declarado, marcando a 12ª vitória do invicto Deiveson.

RESULTADOS COMPLETOS:

UFC 212
Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Sábado, 3 de junho de 2017

Card principal
Max Holloway derrotou José Aldo por nocaute técnico no 3R
Claudinha Gadelha finalizou Karolina Kowalkiewicz com um mata-leão no 1R
Vitor Belfort derrotou Nate Marquardt por decisão unânime dos jurados
Paulo Borrachinha derrotou Oluwale Bamgbose por nocaute técnico no 2R
Yancy Medeiros derrotou Erick Silva por nocaute técnico no 2R

Card preliminar
Raphael Assunção derrotou Marlon Moraes por decisão dividida dos jurados
Antônio Cara de Sapato finalizou Eric Spicely com um mata-leão no 2R
Mathew Lopez derrotou Johnny Eduardo por nocaute técnico no 1R
Brian Kelleher finalizou Iuri Marajó com uma guilhotina no 1R
Viviane Sucuri derrotou Jamie Moyle por decisão unânime dos jurados
Luan Chagas finalizou Jim Wallhead com um mata-leão no 2R
Deiveson Alcântara derrotou Marco Beltrán por nocaute técnico no 2R

5 comentários

  1. Oi minha opinião Aldo é muito melhor.. Já venceu melhores que ele… Mas vc tem que sempre plantar humildade e colher poder! Não esnobar nenhum ali dentro pq ali zera tudo! 50%50%!Oss

  2. Aldo esqueceu o jiu-jitsu em casa faz tempo. Nunca vi ele tentar levar nenhum adversário para o chão e nessa luta ficou evidente o quanto ele ficou perdido na hora em que se viu em desvantagem de costas para o chão. O que será que ele tem a dizer sobre isso? O Pederneiras não gosta de treinar chão para MMA? Só confia no muay thai? O único lutador brasileiro que confia no jiu-jitsu 100 % realmente é o Demian Maia.

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