Kelleher ignora vaias, vibra com vitória sobre o faixa-preta Marajó no Rio e desafia Lineker: ‘Grande passo’

    Por Diogo  Santarém e Mateus Machado

    No último sábado (3), Brian Kelleher entrou em ação pelo UFC 212, no Rio de Janeiro, quando encarou Iuri Marajó no card preliminar do evento. Considerado “azarão” antes da luta, o americano tratou de deixar a pressão de lado e, com uma bela finalização, pegou o pescoço do brasileiro na guilhotina, ainda no primeiro round, para surpreender e calar o público presente na Jeunesse Arena.

    Kelleher estreou com o pé direito no UFC e somou 13ª vitória seguida (Foto UFC Getty Images)

    O triunfo, o 13º seguido do lutador, foi bastante comemorado por Kelleher, que fazia sua estreia no Ultimate contra um Top 15 da categoria peso-pena. Em entrevista após a luta, o americano comentou sobre o confronto e projetou seu futuro na organização, pedindo um desafio maior.

    “Eu quero um Top 10, porque acho que é assim que funciona, não? Eu bati o número 13, então eu sou o 13º agora, preciso enfrentar alguém acima, é o próximo passo. Eu tenho um contrato de quatro lutas com o UFC, então vamos fazer essas lutas e chegar no título”, afirmou, antes de prosseguir.

    “Eu acredito em mim, acredito que eu mereço estar aqui (no UFC). Tive alguns tropeços no meu começo de carreira, mas mudei de mentalidade e hoje eu estou aqui. Eu estava motivado pelo fato de o Iuri ser o 13º no ranking, eu queria me colocar em uma posição de enfrentar um Top 10 depois, já estou com 30 anos de idade… Quero enfrentar os melhores agora, é o meu momento”.

    Ainda em bate-papo com jornalistas, Brian destrinchou sua guilhotina vencedora e fez um convite para outro brasileiro, John Lineker, para um duelo em sua “casa”, Long Island (EUA), no card do UFC marcado para o dia 22 de julho. Lineker vem de revés para TJ Dillashaw, em dezembro passado.

    Lutador comemorou bastante o fato de ter finalizado Iuri, um faixa-preta (Foto UFC Getty Images)

    Confira outros trechos da entrevista com Kelleher:

    – Pressão por conta das vaias da torcida na arena

    Não, na verdade (me assustou). Eu falei com o meu irmão, eu não estava nervoso na hora, mas sim antes. Eu pensei: cara, vou lutar no Brasil, com aqueles fãs, isso vai ser loucura. Porém, depois que eu cheguei aqui e fui me ambientando, tudo foi melhorando. Foi uma experiência incrível.

    – Sensação de ter sido subestimado pelo Iuri

    Eu tive esse pensamento na minha cabeça, de que talvez ele não estivesse me levando tão a sério, mas foi uma luta marcada muito em cima da hora, então…Ele veio bem, me acertou, tive que fazer a minha ‘poker face’, mas depois me encontrei. Eu finalizei um faixa-preta, é uma sensação incrível.

    – Últimas vitórias por finalização via guilhotina

    É um dos meus pontos fortes (a guilhotina), e ele ainda deixou o pescoço exposto, então ele acabou se colocando naquela situação. Quando eu senti que a posição estava encaixada, foi apenas apertar e esperar, eu sabia que era o fim para ele, não tinha como sair dali.

    – Desejo de enfrentar o Lineker em casa

    Pensei em talvez levar o Brasil até Long Island… Eu gostaria de enfrentar o John Lineker se ele estiver pronto. Ele está no Top 10, é um bom lutador, anda pra frente, então acho que nosso estilo encaixa. Ele perdeu para o TJ Dillashaw, mas não foi finalizado e nem nocauteado, então se eu conseguir fazer isso, acho que seria um grande passo para mim. Eles saberiam que eu estou aqui.

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