Após ouro com finalização no Mundial, Arges diz: ‘A felicidade que eu senti, não cabia em mim’

    Gabriel Arges (Foto: FloGrappiling)

    Por: Yago Rédua 

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    Gabriel Arges faturou mais uma vez a medalha de ouro na faixa-preta do Mundial (Foto: FloGrappiling)

    Em 2016, Gabriel Arges garantiu a primeira medalha de ouro no Mundial da IBJJF, ao fechar a decisão com o parceiro de treino Otávio Sousa. No entanto, em 2017, a segunda medalha dourada na tradicional Pirâmide em Long Beach, na Califórnia (EUA), no último dia 4, veio com uma finalização por estrangulamento sobre Marcos Tinoco. Em conversa com a TATAME, o lutador da Gracie Barra disse que foi uma sensação única e analisou a decisão.

    “A sensação é completamente diferente. A felicidade em poder dividir um título com um amigo e companheiro de treinos é muito grande, mas nada como fazer uma final de mundial e poder sentir a energia do público e da vitória. A luta com o Tinoco foi muito dura. Acho que ele conseguiu me surpreender bastante no início utilizando um dos ataques de joelho que faço bastante. Tentei me manter focado e soltar o jogo para não dar brecha e dúvida alguma. A finalização acabou saindo e a felicidade que eu senti, não cabia em mim”, comentou Arges.

    Gabriel também comentou sobre a duríssima semifinal contra Jaime Canuto, onde acabou vencendo na decisão dos árbitros. Além disso, analisou a nova safra de faixas-pretas que brilharam no Mundial, o futuro no absoluto e também a organização e arbitragem do evento.

    Confira abaixo a entrevista com Gabriel Arges:
    – Batalha contra Jaime Canuto da semifinal
    O Jaime é sem dúvida um dos grandes nomes da categoria. Com a queda que ele conseguiu o início, tentei ficar calmo para somar os pontos e colocar bastante pressão por cima. Com certeza foi a vitória mais difícil para mim no campeonato.

    – Forte equilíbrio na divisão dos leves do Mundial
    Sem dúvida nenhuma. Muita gente estava ressaltando isso bastante e eu concordo. O médio é uma das categorias mais disputadas do Mundial e poder ter uma performance dominante como foi esse fim de semana me deixa muito feliz e realizado.

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    Gabriel Arges finalizou Marcos Tinoco na final dos médios (Foto: IBJJF)

    – Nova safra do Jiu-Jitsu brilhando no Mundial
    A nova geração está chegando cada vez mais forte na faixa-preta, faz parte da renovação do esporte e isso me deixa muito animado com o futuro. Fico feliz em poder motivar quem está chegando agora e mostrar que, com trabalho duro, é possível chegar vencendo na faixa-preta.

    – Desejo de participar do absoluto no futuro
    O corte de peso que eu faço para bater peso-médio é bastante complicado. Preferi me reservar esse ano e garantir minhas forças para categoria. No futuro podem ter certeza que vou participar e buscar também esse título, mas acredito que preciso me preparar melhor e ganhar peso e força para conseguir ser um candidato à altura naquela briga.

    – Organização do Mundial da IBJJF
    Muito boa, acredito que a previsão e a organização do campeonato se mantêm no padrão excelente de sempre. O que eu acho que deveria melhorar é o tempo de espera que os atletas da faixa-preta passam ali dentro e a padronização dos árbitros para chegar em regras coerentes e menos interpretativas.

    – Arbitragem do Mundial e interpretações
    Problemas de arbitragem existem em todos os campeonatos, sempre vai haver pessoas insatisfeitas. O que não pode existir é aplicações da mesma regra de forma tão diferentes em finais de mundial. Sem dúvida, há uma espaço enorme para interpretação individual dos juízes e pode ser trabalhado.

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