Coberturas Jiu-Jitsu Mundial 2017

Campeã mundial, Luiza comenta desclassificação de Bia na final: ‘Decisão dos árbitros foi a certa’

Por: Yago Rédua

No último dia 4, os fãs de Jiu-Jitsu pararam para acompanhar as finais do Mundial da IBJJF, em Long Beach, na Califórnia (EUA). Uma das faixas-pretas que brilharam no campeonato foi Luiza Monteiro, que chegou pela segunda vez a medalha de ouro em mundiais. Na decisão, contra Bia Mesquita, a adversária acabou sendo desclassificada após um cruzamento ilegal de joelho. Em entrevista à TATAME, a lutadora contou sobre a decisão da arbitragem.

“Eu sabia que quando você encaixa a chave reta de pé não pode forçar o joelho do adversário para dentro, então, acho que a decisão dos árbitros foi a certa, mesmo que não tivesse sido a minha vontade vencer a luta por desclassificação. Na última vez que ela forçou bastante, eu imaginei, sim, que os árbitros iriam desclassifica-la”, apontou Luiza.

A bicampeã do mundo também falou sobre a falta de regras mais claras no Jiu-Jitsu, a trajetória até a medalha dourada e a nova safra de faixas-pretas quem tiveram êxito no evento da IBJJF. Segundo Luiza, esses novos nomes são importantes para a modalidade e, em resposta, busca se preparar da melhor maneira. A lutadora ainda revelou que espera um convite para participar do ADCC, maior evento de luta agarrada do mundo.

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Luiz Monteiro ficou com a medalha dourada diante de Bia Mesquita (Foto: Flo Grappling)

Confira a entrevista com Luiza Monteiro:
– Arbitragem do Mundial e desejo de regras mais claras
Achei igual de todos os anos. Acho que as regras da IBJJF deveriam ser revistas e ser mais decisivas. Às vezes fica meio relativo e muito na interpretação do árbitro. As regras deveriam ser mais imparciais. Mas isso não depende agora da arbitragem e, sim, da IBJJF.

– Análise da decisão contra Bia Mesquita
A luta estava meio parada. Eu queria mesmo lutar para frente, mas a Bia tem as pegadas muito fortes e parecia estar bem decidida quanto a estratégia que ela criou para aquela luta, o que deixou a luta muito estudada. Não dá para julgar uma luta ‘como seria se…’ Ela foi desse jeito e pronto. Mas tenho certeza que ainda lutaremos muitas outras vezes.

– Forte preparação e tranquilidade na hora das lutas
Ah…Não vejo as lutas que fiz até a final como dificuldades. Acho que estava bem preparada para cada uma delas, estava muito tranquila e muito feliz de estar ali mais um ano. As dificuldades foram no dia a dia, nos sacrifícios que fazemos, nas coisas que abdicamos. Fiz tudo o que pude antes, então, no sábado e domingo foi só relaxar e fazer tudo o que treinei.

– Objetivos para o restante de 2017 e ‘sonho’ do ADCC
Eu vou continuar treinando, tentando ficar mais forte. Vou lutar tudo o que puder. Gostaria muito de ser convidada para o ADCC, é um grande sonho que tenho, ainda tenho esperanças, vamos ver né (risos).

– Nova safra de faixa-preta que brilhou no Mundial
vejo como algo muito natural. A nova geração chegou! É a lei natural das coisas. Não que isso seja o fim para os mais antigos no esporte, mas serve de alerta de que eles chegaram. Por isso busco sempre treinar forte, me atualizar e busco sempre aprender o máximo que puder de tudo de novo que surge no Jiu-Jitsu.

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