Coluna da Arte Suave: o Jiu-Jitsu como amizade dentro e fora dos tatames; confira o artigo

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a importância da amizade dentro e fora dos tatames (Foto Reprodução)
    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a importância da amizade dentro e fora dos tatames (Foto Reprodução)

    O Jiu-Jitsu sempre faz pontes, forma grandes amizades. Quem já vivenciou isso, entende o que estou falando. Uma confraria, tenho oportunidade em viajar e vejo esses desdobramentos. Locais me levando a outras academias, lugares lindos, mas escondidos fora dos eixos do turismo local, e que nem sempre um turista normal conhece.

    Já surfei em picos que nem estradas tinham, praticamente trilhas, levadas por amigos feitos nos treinos dos lugares em que eu estava. Eu sempre tratei bem as visitas no meu dojô, porque proporcionam diferentes treinos e assim vamos evoluindo também. O aprendizado é mútuo. Os treinos podem e devem ser duros, afinal, treino é treino. Mas existe a amizade e o intercâmbio entre os lutadores, o foco é o aperfeiçoamento do seu Jiu-Jitsu.

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a importância da amizade dentro e fora dos tatames (Foto Reprodução)
    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a importância da amizade dentro e fora dos tatames (Foto Reprodução)

    Devemos receber bem as visitas. Não devem ser vistos como “inimigos” e sim como amigos, porque são excelentes momentos de testarmos nossos desempenhos fora dos campeonatos, fazer ajustes e rever posições e movimentos. Com as visitas também devemos treinar atentos, graduando seu treino ao momento do seu parceiro de treino. Respeitar o dojô que visita e todos ali. Esperar que o professor case as suas lutas. Novas amizades se formam, sempre uma escola de Jiu-Jitsu tem posições e movimentos mais particulares, logo, esses intercâmbios são bons.

    Há uns meses, recebi no meu dojô um lutador, Diego Conceição, vindo do Rio Grande do Sul. Ele veio na primeira vez indicado por outro lutador, que por sua vez, tinha sido indicado por um amigo. Assim, essa teia de amizade vai se entrelaçando. Recentemente, esse meu amigo veio ao UFC Rio e voltou ao meu dojô para um treino. Quem viaja, sabe como o quimono domina uma mala, uma mochila. Mas trouxe para dar um treino. Fiquei feliz em ver que, ao planejar sua viagem ao Rio, já planeja uma visita na academia.

    Esse é o espírito de irmandade que temos de ter no Jiu-Jitsu, a rivalidade que fique na área de luta nos campeonatos. Além dele, treinar com lutadores que normalmente não treinam, a recíproca é verdadeira. Todos ganham. Trocas de experiências, de posições e, assim, o Jiu-Jitsu de todos vai ficando mais forte, e todos ganham. No futuro, um de nós pode estar indo para o lugar de nossas visitas, para campeonatos ou mesmo para viajar, e chegar no destino sabendo que temos contatos, amigos e local para treinar sempre é bom. Certamente, perceberá que a viagem já terá mais ganhos, terá um lugar para treinar, amigos para contactar. Tudo flui melhor.

    A alegria de rever amigos e potencializar seu Jiu-Jitsu, porque agora a “visita” será você. Então, estará no outro lado. Para quem compete, é excelente se testar, e para aqueles que ainda não competem ou estão pensando, é a experiência mais próxima de uma competição, e a amizade sempre continua fora dos tatames.

    Para mais informações, acesse o meu Instagram pelo link https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Boa semana e bons treinos. Oss!

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Comente
    Seu nome