Jiu-Jitsu

Coronel da PM dá testemunho sobre benefícios do Jiu-Jitsu e convence padre a treinar; veja

O Jiu-Jitsu vai além dos golpes, imobilizações e passagens de guarda. A doutrina da arte suave ensina o praticante a vencer as árduas batalhas do dia a dia fora do tatame, como no caso de muitos médicos e juízes formados faixas preta. Responsável por liderar o 1º Comando de Policiamento de Área do Rio de Janeiro, que engloba 11 batalhões entre as Zonas Sul e Norte, o faixa azul Coronel André Silva é um exemplo vivo da importância da influência da arte marcial no ambiente profissional.

“Iniciei no Jiu-Jitsu dentro do 41º Batalhão. Ali, eu descobria um novo mundo. Minha ideia era apenas praticar uma atividade física para me manter saudável e bem fisicamente, mas foi além. O que eu aprendi no Jiu-Jitsu passou a auxiliar no meu processo decisório, na minha capacidade de analisar friamente tudo o que acontecia no meu dia a dia, mesmo em momentos de pressão, e no Batalhão, a pressão é constante. Além de me melhorar como profissional, me melhorou como ser humano, me ensinou a ser humilde, o que refletiu no meu relacionamento interpessoal com a tropa. Imagina só, eu, comandante, ter que pedir autorização a um soldado, cabo ou sargento para poder entrar no tatame, porque eles são mais graduados no Jiu-Jítsu do que eu. E é isso que acontece desde o meu primeiro dia no tatame, e faz toda a diferença. Me aproximou ainda mais da tropa”, contou o policial, que já comandou o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

Entusiasta da ação “Esporte é Vida”, da Legião da Boa Vontade, Rádio Brasil e Prime Esportes, que leva os ensinamentos das artes marciais a comunidades dentro e fora do estado do Rio de Janeiro, o Coronel Silva prestigiou a inauguração do dojô na localidade de Muriqui, realizada na última quarta-feira (21). Após o testemunho supracitado, Silva convidou o Padre Luís Antônio, líder do projeto na cidade, a vestir o quimono e passar a treinar junto com os alunos.

Coronel Silva e Padre Luís Antônio durante a cerimônia em Muriqui (Foto Leonardo Fabri)
Coronel Silva e Padre Luís Antônio durante a cerimônia em Muriqui (Foto Leonardo Fabri)

“Sou grato ao Jiu-Jitsu pelos benefícios que a prática trouxe ao meu dia a dia, então sempre que posso, faço questão de convidar todo mundo para experimentar essa atividade. Inclusive, ficaria muito feliz se o Padre Luís Antônio aceitasse o ‘desafio’ de colocar o quimono e treinar também. Só faz bem. Se foi uma ferramenta de crescimento na minha vida, também será na de todos que passarem a praticar, inclusive na do Padre”, disse, em tom descontraído.

Diante do apelo dos presentes para que vestisse o quimono, o Padre Luís Antônio não teve outra opção. Sem tirar a batina, ele vestiu a parte de cima da armadura do Jiu-Jitsu e assumiu o compromisso de treinar ao lado dos atendidos pelo projeto.

“Depois do desafio do Coronel e da empolgação da cidade, eu não poderia dizer não. Sei de um padre nos Estados Unidos que começou a praticar Jiu-Jitsu aos 65 anos de idade, e hoje, aos 85, ele é faixa preta. Estou com 31, então acredito que com muita dedicação eu consiga ser um faixa preta antes dos 75 (risos). Certa vez, li um livro que dizia que ‘líder é aquele que dá o exemplo’. Nutrido disso, estou motivado a começar a treinar no projeto. A prática de atividades esportivas é importante para um padre, que muitas vezes, na missão de se preocupar com o outro, erroneamente acaba esquecendo de se preocupar com si mesmo”, disse o mais novo faixa-branca.

A inauguração da sala de Jiu-Jitsu em Muriqui atraiu dezenas de moradores do local, entusiasmados com a possibilidade de terem uma nova atividade perto de casa. Além dos moradores, diversas autoridades também estiveram presentes, como o Tenente do Corpo de Bombeiros João de Moraes, que é Diretor Geral do Departamento Estadual de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, dos secretários municipais de Educação, Assistência Social, Saúde, e do prefeito Aarão Moura.

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