Coluna da Arte Suave: a formação de um faixa-preta e sua decisão de montar a própria equipe

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a formação e pensamentos de um faixa-preta (Foto: Divulgação)
    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a formação e pensamentos de um faixa-preta (Foto: Divulgação)

    Quando formamos um faixa preta, a emoção é grande. São momentos especiais na vida de todo professor. A tão esperada faixa preta passa para a cintura de um “aluno formado”. Começa, então, a jornada do novo faixa preta, mais aprendizado pela frente. Mas, por vezes, depois de formado, esse faixa preta quer montar sua equipe. Não quer continuar com o seu professor, não deseja ser mais um braço dele. O que se pode fazer?

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a formação e pensamentos de um faixa-preta (Foto: Divulgação)
    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre formação e pensamentos de um faixa-preta (Foto: Divulgação)

    Eu, particularmente, entendo, e o melhor é deixar que vá. Sem brigas, sem ressentimentos. E torço que vença, eu tenho a seguinte premissa: quanto melhor ele se tornar, mais feliz ele será e você, como professor, verá que seu trabalho de formador foi bem feito. É claro que estar com os seus faixas-preta sempre é bom, sempre dá uma satisfação, mas temos que respeitar a vontade daquele que deseja dar um voo solitário.

    Eu mesmo fiz isso, por isso posso escrever. Decidi montar minha equipe, da minha maneira. Então, entendo quando um aluno deseja partir, pôr em prática suas ideias, testar seus conceitos. Cabe a nós, professores, entender e estimular que parta e tenha sucesso. Como professores que somos, gostaríamos que ficassem conosco, que abrissem filiais, mas se não for o desejo deles, o que fazer? Tratar como creontes? Traidores? Não creio ser o certo.

    Agora, esse conhecimento que passamos é dele, e esse faixa-preta tem ideias e pensamentos autônomos, independentemente de nós, e por vezes nos deparamos com atitudes e pensamentos que já não vão de encontro aos nossos. Sempre vejo que o que ensinamos. Se o novo faixa-preta vem falar, em uma conversa olho no olho comunicando sua ida, que vá e sucesso. É melhor que ficar e, de um descontentamento, venha uma inimizade.

    Quanto ao novo faixa-preta, ser líder de uma equipe é uma grande responsabilidade. Dentro e fora dos tatames, somos professores de Jiu-Jitsu 24 horas por dia. Somos técnicos, exemplos e, por inúmeras vezes, “pais” dos alunos, até mesmo em questões pessoais. Já saí de casa para ajudar alunos em momentos difíceis, já fechei academia e fiquei com aluno dentro do dojô escutando suas preocupações, tristezas… Quantos professores não passaram por esses momentos? A maioria.

    Ser líder é, basicamente, servir, ser exemplo, demonstrar os valores que deseja passar. Saber estimular seus alunos, dosar os treinos, encaminhar quando achar necessário. Não é fácil ser professor, levar um treino, administrar as diferenças e aspirações dos alunos dentro do dojô, manter uma equipe unida. São tarefas de um líder de equipe, mas como professores e líderes que somos, temos de saber até que ponto podemos ir, e depois daquele ponto, nos tornamos apenas observadores dos nossos alunos.

    Para mais informações, acesse o meu Instagram pelo link https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o site  http://www.geracaoartesuave.com.br/ Boa semana e bons treinos. Oss!

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