MMA

Presidente do Favela Kombat comemora crescimento e destaca: ‘Tudo feito com muito amor’

Por: Yago Rédua

Um dos grandes objetivos do esporte em geral e, principalmente, das artes marciais é proporcionar uma inclusão social. O Favela Kombat surgiu há quase cinco anos com esse objetivo. Em conversa com à TATAME, Cláudio Carvalho, presidente da organização, contou que busca dar oportunidade a jovens que não tem condições de participar de grandes torneios e que se inspirou na Taça das Favelas – campeonato de futebol entre comunidades do Rio de Janeiro.

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Favela Kombat chegará a sua 25ª edição neste mês de agosto (Foto: Reprodução/Facebook)

“O Favela Kombat surgiu há cinco anos atrás, vamos completar cinco anos em dezembro. A partir de um desfecho de uma outra sociedade que eu tive em um outro evento, resolvi criar algo que atendesse diretamente os atletas que viessem de comunidades, que não têm as oportunidades dadas pelo mundo esportivo. Entre uma ideia e outra, eu resolvi criar o Favela Kombat, até baseado naquele campeonato que acontece entre as favelas (Taça das Favelas)”, apontou Cláudio, que falou sobre o crescimento do evento.

“Muitas pessoas dizem que o crescimento do Favela Kombat foi algo precoce. Na verdade, eu não vejo nada de precoce. Eu vejo muito trabalho, muito esforço, muita dedicação e garra. São 25 edições, em quase cinco anos de trabalho. É uma média excelente dentro do cenário nacional, feito com muito amor ao esporte. Acredito que temos ainda muito a crescer. Acho que estamos em fase de crescimento, ajusta algo aqui, melhora ali. O trabalho está fluindo muito bem. Estamos na guerra. Já tive atletas que iniciaram aqui no Favela Kombat e hoje estão no UFC. Que começaram conosco e estão brilhando no cenário do MMA. Meu grande sonho é ter alguém aqui de São Gonçalo, abrilhantando pelo mundo a fora. Vamos lá, caça aos novos talentos”, disse.

Quando o assunto é questão financeira, os presidentes de organizações de MMA no Brasil sempre apontam para a falta de apoio. Cláudio comentou que busca patrocinadores e projetou um futuro bom para o Favela Kombat.

“Eu acho que a dificuldade hoje dentro de qualquer evento dentro do cenário esportivo. Nós não temos apoio. Fazemos porque gostamos. Tem gente aí que acha que eu ganho muito dinheiro, isso é mentira. Nós nos ferramos todos para fazer o evento. Conversamos com os patrocinadores aqui, outro lá. Vamos pegando um pouquinho aqui e convencemos a galera de apoiar. Hoje estou tentando mais dentro da lei incentivo. Ano que vem o Favela Kombat estará incentivado junto ao governo federal e o trabalho vai fluir melhor. Tenho grandes esperanças”, encerrou.

A próxima edição será realizada no dia 26 de agosto, no Clube Mauá, em São Gonçalo. Para mais informações, clique aqui.

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