Organizador do Aspera FC celebra sucesso da organização e aponta: ‘Estamos abrindo portas’

    Aspera FC tem se destacado pelo nível técnico e também pelo bom público (Foto: Divulgação)

    [contact-form][contact-field label=”Nome” type=”name” required=”true” /][contact-field label=”E-mail” type=”email” required=”true” /][contact-field label=”Site” type=”url” /][contact-field label=”Mensagem” type=”textarea” /][/contact-form]

    Por QST Sports

    Por conta da crise econômica que paira sobre o Brasil nos últimos anos, diversos eventos nacionais de MMA tiveram que reduzir o seu tamanho ou até deixaram de existir, devido à falta de investidores. Nadando contra essa corrente, o Aspera FC, que surgiu há dois anos e meio com a ideia de Marcelo Brigadeiro, tem feito sucesso e chegou à sua 55ª edição. Além do mestre, que é responsável por idealizar os cards, outros dois nomes são peças importantes no sucesso da franquia que tem evento, inclusive, fora do país. Henrique Barbosa, produtor geral, e Junior Furtuoso, que é announcer, sócio e coordenador da organização, atualmente uma das principais do país.

    29
    Aspera FC tem se destacado pelo nível técnico e também pelo bom público em seus eventos (Foto divulgação)

    Em entrevista à TATAME, Furtuoso comentou sobre o crescimento do Aspera no cenário nacional e o desbravamento fora do país. O responsável pelo evento garantiu que ainda tem muitas novidades para os fãs de MMA e, também, para os lutadores, com o evento crescendo ainda mais.

    “O crescimento tem sido muito bom. Nós temos dois anos e meio de organização e alcançamos os maiores patamares do Brasil em eventos de MMA. Temos um contrato longo com os canais Esporte Interativo, de dez anos, e já se passaram dois (anos). Estamos praticamente todos os meses com evento ao vivo e sendo o evento principal da grade da programação. Por causa da crise econômica do Brasil, os eventos foram minguando. O cara que colocava dinheiro para receber a curto prazo, não coloca mais, tem gente que perdeu muita grana e o Aspera continuou. O crescimento vem dessa persistência de fazer o evento e de criar novos modelos, que na época muita gente criticava. Hoje, é essencial. O Aspera segue crescendo, estamos abrindo as portas em vários estados brasileiros, tivemos três eventos internacionais e vamos para frente. Vai ter mais”, apontou Furtuoso.

    Confira na íntegra a entrevista com Junior Furtuoso:

    – Objetivos do Aspera FC

    Os objetivos para esse semestre que se inicia agora são fantásticos. Estão claros: vamos terminar o ano com edições ao vivo todos os meses, temos a próxima edição no dia 12 de agosto, em Maringá, na sequência, 9 de setembro, em Florianópolis, outubro tem em Novo Hamburgo, novembro, Gaspar (Santa Catarina), em dezembro, vamos para Itapema. Em agosto também, teremos uma edição especial, no dia 19, em Brasília, na Catarina Festa, uma festa só com catarinense. O grande glamour desse segundo semestre será no dia 5 de novembro, onde vamos fazer o Aspera FC, ao vivo, dentro do Resort Fazenda Park Hotel. Está sendo montando uma estrutura dentro do Resort, com um fim de semana temático sobre lutas, que vai ter seminários, treinamentos para os hóspedes. Será simplesmente fantástico. Para 2018, estamos programando muita coisa boa. Temos sete edições confirmadas já em vários estados, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná (em duas cidades), Goiânia, Distrito Federal e São Paulo. Todos esses confirmados e tem mais vindo por aí.

    – Novos talentos do MMA

    Sobre os novos talentos, ninguém revela mais talentos do que o Aspera. Nós damos oportunidade para os jovens atletas. Em todas as cidades que nós vamos, fazemos questão que o card preliminar seja realmente de atletas locais. Tem dois motivos: você atrai o público local para o evento e também revela novos talentos. Um atleta do card preliminar, em qualquer outro evento o atleta ganharia 200 ou 300 reais, no nosso sistema de cooperação ele ganha 1000 ou 1200 reais.

    – Repatriação de lutadores

    Isso é um caminho natural (a repatriação de atletas com carreiras internacionais), que um atleta saia dos eventos internacionais para buscar o melhor evento que ele possa trilhar. Hoje, no Brasil, qualquer atleta que saia de um evento internacional, ele bate na nossa porta. Isso é normal para gente. Todos os meses isso acontece. Como fazem também como o Jugle Fight, do Shooto, batem na porta de outros eventos bons. Só que geralmente eles procuram os melhores e recebemos inúmeras mensagens de atletas que querem brilhar no cenário nacional.

    – Principais dificuldades

    As dificuldades que nós encontramos são inúmeras. A principal de todas e não é diferente para nenhum evento é a falta de apoio. As empresas não têm uma tradição em apoiar um esporte de contato como é o MMA. Existe um preconceito, sim, por mais popular que tenha se tornado o MMA. Não vou nem falar dos órgãos públicos, que isso é chover no molhado. Isso é o nosso principal problema. Outro grande problema, é que nós, que fazemos o MMA, não temos o costume de dar o devido valor aos patrocinadores. Isso é uma realidade muito grande. Um atleta ganha um patrocínio de suplementação, financeiro, seja ele qual for. Esse atleta, uma grande parte dos atletas, não coloca o cara no Facebook e se limita a vestir uma camiseta. Não existe uma valorização, uma ida (a loja do patrocinador) para colocar a sua imagem associada ao patrocinador. Eventos não valorizam seus patrocinadores, escondem ao invés de mostrar. Então, quando reclamamos da falta de apoio, muito a culpa é nossa, das pessoas do MMA. Precisamos mostrar que essas pessoas vão ter retorno.

    – Outro ponto de dificuldade

    Uma grande dificuldade que os eventos de MMA tem, de divulgar os atletas que estão no card, é de receber o material desses atletas. Uma maciça maioria dos atletas, vou colocar aí 98%, não têm nenhuma foto de qualidade lutando, para que o produtor, com antecedência, possa divulgar que aquele cara estará no evento. Só aqueles caras que participação de organizações internacionais ou de organizações que têm dinheiro conseguem fazer. Por exemplo, nós temos um evento do Aspera que vem um atleta de Goiana, outro de Brasília, um de Santa Catarina, um de São Paulo, Minas Gerais, então você não consegue reunir esse pessoal dois meses antes. Esses atletas não têm uma foto, não tem nada. Então, essa falta de organização das equipes, porque a culpa não é só dos atletas, porque eles são geridos por empresários. A culpa é do empresário, que tem que ter a foto de todos eles. Fechou (o contrato), já manda todos os dados. Mas, quase ninguém faz isso no Brasil. É uma dificuldade grande não só para o Aspera, mas como para todos os eventos.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Comente
    Seu nome