Meregali exalta estrutura do Mundial, mas aponta falta de prêmios em dinheiro: ‘Inaceitável’; confira e opine

    Nicholas Meregali (Foto: FloGrappiling)

    Por Yago Rédua

    Graduado faixa-preta em dezembro passado e campeão mundial em junho deste ano – após superar Leandro Lo -, Nicholas Meregali é um dos lutadores da nova geração com apurado senso crítico. O atleta da Alliance, em entrevista à TATAME, falou sobre algumas questões do último Mundial organizado pela IBJJF, em Long Beach, na Califórnia (EUA). O lutador fez elogios a organização e toda estrutura do torneio, mas mostrou insatisfação pelo fato de não ter premiações em dinheiro.

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    Nicholas Meregali criticou também a ausência de exames antidoping (Foto FloGrappiling)

    “Esse foi meu primeiro evento de faixa-preta. Achei a movimentação nesse dia diferente, por estar dentro vi por trás dos palcos o que se passa, e fiquei realmente impressionado com a maneira profissional que lidam. Nosso esporte está crescendo rápido e acredito que o próximo passo para a evolução seja a valorização financeira do atleta, que infelizmente não existe. É totalmente compreensível que em eventos de pouca expressão não haja premiações, mas em um evento como o Mundial, é inaceitável que não tenha bonificações”, comentou Meregali, que ainda apontou para a ausência de testes de antidoping, segundo ele, fundamentais em competições desse nível.

    “E sobre o fato do antidoping, fiquei triste em saber que não há nenhuma segurança ou manutenção do ato, pois fui campeão e não precisei participar de nenhum exame. É extremamente injusto e uma falta de profissionalismo olímpico não ter esse controle, pois muitos atletas usam anabolizantes e produtos que manipulam a performance, fazendo com que a arte perca a essência e mostre a incapacidade do atleta de superar os seus limites sozinho. Um campeão de verdade quebra barreiras com o seu poder natural, dele, e não com motivadores externos como o esteroide”, apontou.

    A respeito da arbitragem, Nicholas afirmou que viu alguns erros, mas apontou para o fato das regras terem cunho interpretativo e que os árbitros são “humanos”, sendo assim, passíveis ao erro.

    “Eu particularmente não tive nenhum problema. Vi alguns erros de arbitragem, o que é normal, pois não é fácil arbitrar mais de 200 lutas em um mesmo dia. O legal seria não terem erros, mas como trabalhamos com humanos e não com máquinas e o Jiu- Jitsu é muito interpretação, precisamos compreendê-los”, encerrou Meregali sobre um dos temas mais delicados do esporte.

    2 COMENTÁRIOS

    1. Concordo com o fato de que deve haver premiação pelo menos prós faixas pretas e marrons pois se arrecada muuuuuuuuuuito dinheiro só com as inscrições fora patrocínios, tem alguém ganhando muito dinheiro aí e não é atleta!

    2. Enquanto as artes marcias não aproveitarem e abraçarem o clubismo tribal criado pelo futebol, o financiamento dos atletas fica-se só por investidores não interessados na justiça competitiva e verdade desportiva.

      Seja no boxe, no muhay thay, no jiu-jitsu ou no mma… Uma coisa é teres duas individualidades a lutar e meia dúzia de homossexuais a admirarem alguém do mesmo sexo… Ou tens pavilhões cheios de claques a cantar e a puxar pelos atletas que lutam pelo mesmo símbolo, pelo mesmo amor.

      Atletas e treinadores mudam, ou são heróis do clube ou são um zero. Mas a massa adepta mantém-se, logo, a mesma origem de bom financiamento mantêm-se…

      Imaginem o José Aldo a entrar para um pavilhão de 20 mil com as cores e símbolo do fluminense, e as claques do fluminense a puxarem pelo clube, hoje o José Aldo, amanha outro herói… Imaginem alguém que nunca foi campeão mundial a encher um estádio a puxar por ele, apenas por vestir as cores de um clube e assim ganhar já muito dinheiro… 😉

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