Após novo caso polêmico, relembre o histórico ‘problemático’ de Jones dentro e fora do UFC

    A bela vitória sobre Daniel Cormier, na luta principal do UFC 214, e a reconquista do cinturão meio-pesado do Ultimate, mostraram mais um recomeço de Jon Jones em sua carreira. Nos bastidores, antes do confronto diante do seu grande rival, “Bones” apresentava um comportamento mais tranquilo em relação a outros tempos e apareceu em boa forma física nos eventos promocionais organizados pela franquia antes de enfrentar Cormier, mostrando uma “volta por cima”.

    Todavia, após a conquista do cinturão diante de Cormier, o lutador de 30 anos protagonizou mais uma polêmica, para decepção dos fãs de MMA. Na última semana, foi revelado pelo site “TMZ Sports” que Jones testou positivo para esteroides em exame antidoping realizado no dia anterior à sua vitória contra “DC”. A substância encontrada, turinabol, é utilizada para ganhos de massa muscular. Desta forma, existe a chance de “Bones”, mais uma vez, perder o título dos meio-pesados.

    Aguardando o desfecho da situação, onde, além de perder o título, poderá receber uma longa suspensão por parte da USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos), Jon Jones acumula mais um polêmico caso em sua carreira. Sendo assim, selecionamos um histórico com as principais polêmicas do atleta em sua passagem pelo Ultimate e também fora da organização.

    Jon Jones tinha reconquistado o cinturão do UFC no último mês de julho (Foto Getty Images / UFC)

    Relembre o histórico de Jones abaixo:

    Lutando pelo UFC desde 2008, Jon Jones teve sua primeira polêmica vindo à tona em 2011, Na ocasião, o americano ainda não tinha o cinturão meio-pesado da organização em sua posse e estava prestes a enfrentar Ryan Bader, no UFC 126. Dias antes do duelo, onde acabou saindo vencedor por finalização, “Bones” bateu seu carro em um outro veículo. O lutador não sofreu qualquer tipo de lesão e, posteriormente, foi inocentado pela polícia. No entanto, a mulher que dirigia o outro carro teve que ser levada de maca para um hospital próximo ao local onde o acidente aconteceu.

    No ano seguinte, já campeão da categoria, o lutador se envolveu em nova confusão. Jones foi preso por suspeita de embriaguez ao volante logo depois de bater o seu carro em um poste. O peso-meio-pesado só foi liberado após sua mãe pagar fiança e, além de receber multa de US$ 1 mil, teve que pagar o conserto do poste e perdeu a sua carteira de motorista por seis meses.

    Em 2014, durante coletiva de imprensa para promover o seu duelo contra Daniel Cormier, que seria realizado no UFC 178, Jon Jones quase protagonizou uma briga generalizada com seu rival. Tudo começou quando, no momento da encarada, “Bones” se aproximou bastante de Cormier, o que provocou a irritação de “DC”, que o empurrou em seguida. O fato gerou a revolta de Jon, que foi para cima do seu adversário e, na confusão, empurrou Daniel, funcionários do Ultimate e uma placa montada pela organização, tudo indo ao chão. Com isso, Jones foi multado pela Comissão Atlética de Nevada em 50 mil dólares e também precisou prestar serviços comunitários como pena.

    Jon Jones é tido como grande favorito para confronto contra Cormier no UFC 214 (Foto: Getty Images)
    Confusões com Cormier foram problemas de Jones em período no UFC  (Foto Getty Images / UFC)

    Em 2015, o primeiro caso de doping envolvendo o lutador. Logo depois de vencer Daniel Cormier, no UFC 182, foi revelado que Jones havia sido flagrado em um exame antidoping realizado ainda em 2014, por uso de cocaína. Jon, todavia, escapou de uma punição, já que o atleta foi submetido ao exame fora do período de competição. No mesmo ano, mais um grande escândalo envolvendo seu nome. Jon Jones se envolveu em um acidente com outros três veículos, em Albuquerque, no Novo México, onde uma mulher grávida acabou ficando ferida. No grave caso, “Bones” ainda fugiu do local, abandonando seu carro e um objeto para consumo de maconha. Após investigações, o americano foi preso e teve seu cinturão meio-pesado retirado pelo UFC. Posteriormente, o atleta foi julgado e recebeu 18 meses de liberdade condicional, além de uma multa e 72 horas de serviço comunitário.

    No ano posterior, Jon Jones foi visto dirigindo em velocidade acima do permitido, além de estar sem habilitação e seguro do carro, mas escapou de uma punição mais severa ao doar US$ 100 a uma ONG de proteção a animais. Contudo, logo depois, o lutador violou os termos da sua liberdade condicional ao receber diversas multas por participar de um racha. Em novo julgamento, “Bones” voltou a perder a carteira de motorista e precisou passar por mais horas de serviço comunitário.

    Ainda em 2016, Jones conquistou o cinturão interino ao derrotar Ovince St-Preux, em abril. Desta forma, teve o direito de enfrentar Daniel Cormier, então campeão linear da categoria dos meio-pesados, em duelo que seria realizado no UFC 200, em julho. No entanto, faltando poucos dias para a edição, foi revelado que o atleta novamente havia sido flagrado em um exame antidoping, desta vez pelo uso de substâncias bloqueadores de estrogênio (mascaradores). Jon Jes, então, voltou a perder o cinturão e, apesar de ter comprovado em julgamentos que teria sido vítima de uma contaminação de um estimulante sexual que acabou ingerindo, recebeu suspensão de um ano.

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