Focado no MMA, Roger Gracie analisa sua situação e descarta volta ao UFC: ‘Muito mais a ganhar no ONE’

    Roger não tem vontade de reencontrar Jacaré (Foto Getty Images)

    Por Yago Rédua

    Aposentado do Jiu-Jitsu após seu triunfo em grande estilo contra Marcus Buchecha, no Gracie Pro, Roger Gracie agora traça os seus próximos planos no MMA. Atualmente dono do cinturão meio-pesado do ONE Championship, uma das principais organizações de artes marciais da Ásia, o brasileiro ainda quer fazer mais. Em entrevista exclusiva à TATAME, o faixa-preta revelou que está de olho no título dos médios e que uma nova disputa de cinturão está na sua mira.

    “A minha situação com o ONE está muito boa. Sou amigo do dono, temos uma relação muito boa. O ONE só está crescendo. A minha próxima luta muito provavelmente será pelo cinturão dos médios, que é a minha categoria mesmo. Eu lutei pelo título dos meio-pesados, mas pretendo lutar pelo cinturão dos médios. Vamos ver o que acontece. Muito provavelmente esse ano ainda, eu devo lutar novamente”, projetou Roger, que ainda disse ter muito mais a ganhar no ONE do que no Ultimate.

    “Para mim, sim (vale mais a pena ficar no ONE do que no UFC), principalmente financeiramente. Eu tenho um contrato muito bom com o ONE e eles me valorizam muito mais. Eu estou bem feliz lá. Eu tive uma luta no UFC, acho que eles não valorizam o atleta de chão. Tem muito em relação ao nome Gracie também. Desvalorização quando eles não renovaram o contrato. Assim, não existe um motivo. Ao meu ver, eles não gostam de de atletas que são focados no chão. Quantas lutas o Demian Maia teve que ganhar para, finalmente, conseguir uma luta pelo título. Olha o Jacaré? Não tem isso. Eles viram a primeira oportunidade para me tirar, e me tiraram. Era minha última luta do contrato. Eles não cancelaram o meu contrato, simplesmente acabaram não renovando. Aconteceu”.

    Roger vem de vitória sobre Michal Pasternak, quando finalizou para conquistar o título (Foto divulgação ONE)

    Sobre a polêmica questão financeira e dos patrocínios, muito criticada pelos lutadores do Ultimante atualmente, o Gracie analisou que cada organização age de uma forma diferente, mas que, com certeza, foi uma perda significante para os atletas em termos de “dinheiro no bolso”.

    “Cada evento é diferente. O Ultimate, essa questão de patrocínio, tem muita gente reclamando que eles pagam muito pouco e tudo mais. Acho que o Bellator está valorizando mais os atletas na parte financeira. Tanto que é que você está vendo uma migração muito grande para o Bellator. Só que muita gente fica na UFC por causa da visibilidade, você aparece muito mais. Antigamente, tinha essa visibilidade e você ganhava mais patrocínio, e hoje em dia não tem mais essa parte. Então, perderam muito nesse sentido. No ONE tem isso também, mas é lá na Ásia. Mas infelizmente não temos essa visibilidade tão grande para esse lado oeste do planeta. Lá o ONE é gigantesco e são muito maiores do que o UFC lá. Estão crescendo muito, acho que a cada ano estão bem maiores. Até na questão de espectadores, de TV, eles estão à frente. Até porque, na Ásia tem mil pessoas por metro quadrado (risos)”, afirmou o faixa-preta, dono de oito vitórias e duas derrotas no MMA profissional.

    Por fim, Roger descartou um retorno ao UFC e explicou seus motivos: “Não penso em voltar para o UFC, estou muito feliz no ONE. O evento está crescendo e fazer parte deste crescimento, como eu já sou dono do cinturão, tenho muito mais a ganhar lá do que em outro lugar. Acho que a única coisa que eu ganharia no UFC é fama, porque eu iria aparecer na TV e muito mais gente iria me ver lutando, mas lutar só para ser famoso? Não faz sentido (risos). Não é isso que me faz lutar”, encerrou.

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