Calasans comenta superluta com Galvão no ADCC e diz: ‘Ápice da carreira’; saiba

Claudio Calasans ressaltou sua forte preparação e o foco para a disputa do ADCC (Foto: Reprodução)
Claudio Calasans fará uma das superlutas do ADCC 2017, em duelo contra André Galvão (Foto reprodução)

Por Mateus Machado

Campeão absoluto da edição 2015 do ADCC, realizada em São Paulo, Cláudio Calasans chega para o ADCC 2017, competição a ser realizada neste final de semana (23 e 24), em Espoo, na Finlândia, com outro desafio. O experiente faixa-preta fará uma das superlutas da edição e vai bater de frente com André Galvão, líder da Atos e seu amigo de infância.

No ADCC 2015, Claudio Calasans entrou em ação primeiro em sua categoria de peso, até 88kg, onde foi eliminado por Keenan Cornelius nas quartas de final. Já no absoluto, o paulista brilhou. Cláudio venceu, em sequência, Gabriel Fedor, Vinny “Pezão” Magalhães e Yuri Simões (todos na decisão dos árbitros, sem pontos) até chegar em João Gabriel Rocha, na grande final. Depois de 40 minutos de luta, o 0 a 0 se manteve no placar, no entanto, por possuir uma punição a menos, Calasans se tornou o rei absoluto do ADCC.

Em entrevista exclusiva à TATAME, o multicampeão na arte suave falou sobre a preparação e expectativa para o ADCC 2017, comentou sobre o que muda na preparação para o maior evento de luta agarrada do mundo, destrinchou a superluta contra André Galvão e mais.

Confira a entrevista completa com Cláudio Calasans:

– Preparação e expectativa para o ADCC 2017

A preparação vem sendo 100% focada no ADCC já há alguns meses. Estou treinando muito em busca desse objetivo. Venho me preparando em todos os aspectos possíveis… Psicologicamente, taticamente, fisicamente e tecnicamente também, claro. Estou trabalhando muito forte para poder fazer um bom trabalho, e agora a hora está chegando.

– O que muda na preparação para disputar o ADCC

O principal fator que eu acho da preparação é o atleta que vai competir saber bem a regra, conhecer a regra do ADCC. É uma regra bem atípica em relação aos outros campeonatos. O atleta precisa estar preparado, mas ele precisa estar sabendo a regra para utilizar as armas que ele possui no momento certo. Porque tem parte da luta que só vale finalização, outra parte que só vale ponto, então o atleta tem que estar preparado de acordo com a regra, para não cometer erros táticos durante a luta, que podem prejudicar o resultado.

– Experiência a favor para a disputa do evento

Eu acho que, independentemente das competições, dessa superluta no ADCC, eu já tenho experiência nesse evento, então é a experiência que você precisa colocar a seu favor, na preparação, na competição, em tudo, para você fazer um bom trabalho. Então, independentemente de estar competindo ou não, acho que essa experiência, não só de campeonato, mas experiência de se preparar para o evento, que eu já tive em outras ocasiões, eu tenho que melhorar agora, colocar em prática, para ter um bom desempenho.

Claudio Calasans fará uma das superlutas do ADCC 2017, em duelo contra André Galvão (Foto: Reprodução)
Cláudio Calasans ressaltou sua forte preparação e o foco para a disputa do ADCC 2017 (Foto reprodução)

– Superluta contra o amigo André Galvão

Essa luta é um duelo que, tanto eu como ele estamos prontos para fazer história, em busca dos nossos objetivos. Para mim, não muda muita coisa… Vai ser mais uma luta onde um atleta vai sair campeão e o outro vai sair derrotado. É mais uma luta na minha carreira, claro que com uma proporção muito maior, que é uma das principais lutas da minha carreira. O ápice da carreira de um atleta é fazer a superluta do ADCC. Eu acho que ele fez a preparação dele, eu fiz a minha e estamos prontos para dar o nosso melhor. Não muda muita coisa, é mais uma luta de alto nível na minha carreira, então vamos para a guerra

– Surgimento de novos atletas na faixa preta

Eu não acredito que seja nas últimas competições, o Jiu-Jitsu sempre está se renovando. Não é de agora, sempre surgiram muitos nomes. Claro que toda competição possui favoritos, mas toda competição tem a aparição de novos nomes. O Jiu-Jitsu é assim, o nosso esporte cresce cada vez mais e, com isso, tem sempre uma galera aparecendo bem. Todo Mundial tem um novo nome que aparece, então a nova geração surge a cada ano, sempre será assim. É só analisar todos os Mundiais, você sempre vai ver um novo nome, um novo campeão. O que muda é quem vai continuar ganhando. Muitos surgem, mas não tem aquela sequência, o cara ganha e some. O que muda são poucos que conseguem dar essa continuidade, ficar muitos anos no topo. Acredito que isso que é realmente difícil. Não é nem o mais complicado você chegar lá em cima e estar entre os melhores, o difícil é você ficar focado, no mesmo objetivo, e manter o mesmo nível tático e técnico. Uma coisa é alguém nunca te conhecer e você surpreender o pessoal e conseguir chegar ao topo, outra coisa é quando todo mundo te conhece, já sabe qual é o teu jogo e você tem que melhorar o teu jogo e impor novas técnicas para continuar entre os melhores. Essa é a diferença.

– Pensamento no agora e evitar planos futuros

Eu não costumo ficar pensando muito lá na frente. Para mim, o que vale é o agora, o que eu estou me preparando para o ADCC. Eu não faço muitos planos para depois do ADCC, para mim o que vale é esse momento. O melhor momento da minha vida é o agora, é o que eu estou fazendo nesse momento… Dando o meu melhor nos treinos, vivendo cada dia, aproveitando esse momento de treinamento forte, de evolução, fazer o que eu mais gosto, que é estar disputando um campeonato de alto nível, estar no tatame.

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