Deiveson afirma que ‘temeu’ por derrota e revela vontade de treinar fora do país: ‘Buscar evolução’

    Deiveson Alcântara saiu vencedor por decisão dividida dos jurados no UFC São Paulo (Foto: Getty Images)
    Deiveson Alcântara saiu vencedor por decisão dividida dos jurados no UFC São Paulo (Foto: Getty Images)

    Após estrear no Ultimate com vitória por nocaute técnico no segundo round, no UFC Rio, em junho, Deiveson Alcântara teve um desafio mais complexo em sua segunda apresentação pela franquia. No último sábado (28), pelo UFC São Paulo, o brasileiro venceu o duro Jarred Brooks por decisão dividida dos jurados, contabilizou seu segundo triunfo pela organização e seguiu invicto no MMA, agora com 13 resultados positivos.

    Antes do confronto no cage do UFC, o paraense já havia passado por uma grande dificuldade para bater o peso limite da categoria dos moscas. Com uma luta difícil e bem equilibrada, Deiveson, em entrevista aos jornalistas ao final do combate, revelou que temeu por uma derrota no evento, que colocaria fim ao seu cartel invicto no MMA.

    “Fiquei com medo, sim. Mas enfim, eu acho que um dia eu terei que perder, né? Então, se eu perdesse no sábado, eu perderia com honra, porque eu briguei com ele até o final e não desisti, mas graças a Deus a vitória para mim, felizmente, porque ele disse que eu ia sair chorando, e no final das contas, ele que saiu chorando”, disse o brasileiro.

    Confira outros trechos da entrevista com Deiveson Alcântara:

    – Difícil corte de peso atrapalhou na defesa de quedas?

    O corte de peso não me atrapalhou para essa luta, faltou treino mesmo. Ele me botou muito fácil para baixo, faltou treino. Então, eu vou trabalhar em cima disso e tenho certeza que vou voltar mais forte ainda.

    – Resistência do adversário à tentativa de guilhotinas

    Ele é forte, né? Ele me frustrou um pouquinho, mas eu não desisti, porque eu sabia que uma hora ele ia sentir. Sairia da primeira, da segunda, mas na terceira e quarta ele já estaria cansado e não teria a mesma força e fôlego, então eu continuei insistindo, mas mesmo assim ele saiu, então eu preferi usar a mão mesmo.

    – Temeu o resultado da luta?

    Fiquei com medo, sim. Mas enfim, eu acho que um dia eu terei que perder, né? Então, se eu perdesse no sábado, eu perderia com honra, porque eu briguei com ele até o final e não desisti, mas graças a Deus a vitória para mim, felizmente, porque ele disse que eu ia sair chorando, e no final das contas, ele que saiu chorando.

    – Provocações do adversário antes da luta

    Ele vem me xingando pelas redes sociais há muito tempo, vem me chamando de ‘cabeçudo’ (risos), se eu sou cabeçudo, então pronto. Eu chamei até ele de ‘gay’ várias vezes, porque ele ficava me xingando direto, eu disse: ‘Pô, esse cara está afim de mim então’. Eu comecei a tirar onda com ele, devolvi, então ele parou depois.

    – Confiança em sua guilhotina

    Mesmo que ele tenha resistido, eu não vou me desmotivar em relação à guilhotina, eu gosto muito dela. Dei a primeira, ele saiu, na segunda também, então eu vou ter que correr atrás em busca de um ajuste melhor… Vou trocar de braço agora, vou aplicar com a direita. Com a esquerda não está pegando (risos).

    – O que falta para melhorar a defesa de quedas?

    Em relação à defesa de quedas, eu não sei se foi o corte de peso que deixou minhas pernas fracas, ou se faltou mais treinamento… Mas eu acho que faltou mais treinamento mesmo. Vamos melhorar essa defesa de queda, preciso ter mais explosão nesse sentido.

    – Vontade de treinar fora do país e foco no Wrestling

    Tenho muita vontade de treinar lá fora. Treinar Wrestling lá fora vai me deixar forte, mais ágil, tenho que buscar evolução. (No próximo camp) eu já penso em viajar para fora, sim… Tenho três academias em vista, mas eu ainda tenho que conversar primeiro com a minha equipe, e também ver com a Secretaria de Esportes de Belém para me ajudar a viajar para fora do país, sempre me dão uma força. Em relação às opções, uma é a Jackson MMA, onde o Jon Jones treina, o Marajó também. As outras duas ainda estão em off.

    Invicto no MMA, com 13 vitórias, Deiveson revelou vontade de treinar fora do país (Foto: Getty Images)
    Invicto no MMA, com 13 vitórias, Deiveson revelou vontade de treinar fora do país (Foto: Getty Images)

    – Desejo de estar no UFC em Belém

    Eu acho que sou um ótimo candidato para levar um bom público para Belém, ao ginásio. Então eu peço para que me botem no card do UFC Belém, porque vai ser mais um show. Não tenho um adversário em mente… Quem o UFC colocar para mim, vou dar porrada.

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