Dedé rebate Holloway sobre lesão de Aldo e aposta em chutes para revanche: ‘Vão fazer a diferença’

    Dedé Pederneiras relembrou a trajetória de sucesso da equipe Nova União (Foto: Divulgação)
    Dedé Pederneiras relembrou a trajetória de sucesso da equipe Nova União (Foto divulgação)

    Por Yago Rédua

    Logo após José Aldo perder o cinturão para Max Holloway no UFC 212, em junho deste ano, no Rio de Janeiro, Dedé Pederneiras, treinador do brasileiro, citou uma lesão na perna, para justificar a ausência de chutes no confronto. Deste modo, o havaiano chamou a atitude de “covarde”. Em coletiva de imprensa, o líder da Nova União afirmou que isso não serviu como “desculpas” e que para a revanche deste sábado (2), em Detroit (EUA), pelo UFC 218, o manauara poderá usar muito bem a sua tão tradicional “arma”.

    “Quando você tira a melhor arma de alguém e a devolve, com certeza vai fazer a diferença (fato do Aldo poder chutar). Quero deixar algo bem claro aqui: primeiro que o Aldo não falou nada (sobre a lesão), quem falou fui eu. Fiz um comentário, porque me fizeram uma pergunta, porque ele tinha cansado. Em nenhum momento, eu desmereci a vitória do Holloway. Independente do momento, ele com a perna boa ou ruim, o soco iria entrar que faria ele cair do mesmo jeito. Até porque, não foi a perna que o fez cair. Não é desmerecendo o Holloway de maneira nenhuma, pelo contrário, enaltecendo pela forma como ele foi campeão e as o que que ele disse para o Aldo depois. Quero que fique bem claro. Na verdade, eu revelei uma situação, que realmente tinha acontecido”, projetou Dedé.

    O treinador ainda contou como iniciou a conversa com o Ultimate para fechar a revanche, após a lesão de Frankie Edgar, que seria o primeiro adversário do campeão Max Holloway. Dedé também contou sobre o período de treinamento de Aldo, que teve que ser reduzido, tendo em vista, que o ex-campeão iria encarar Ricardo Lamas, no dia 16 de dezembro. Além disso, apontou a estratégia para este confronto e as questões técnicas, físicas e psicológicas do brasileiro para recuperar o cinturão.

    Confira a entrevista com Dedé Pederneiras na íntegra:
    – Pouca mudança na preparação do Aldo

    Acho que principalmente a felicidade do Aldo de conseguir estar lutando pelo título. A gente sempre conversa, não só com o Aldo, mas com todo mundo aqui: toda vez que me oferecerem uma luta pelo título e o meu atleta tem uma luta marcada em um evento próximo ou no mesmo evento, eu vou sempre aceitar. Porque para você chegar em uma disputa de título, são vários fatores. Inclusive, o adversário ser o próximo adversário. Se você pegar ali dentro e analisar as últimas disputas de cinturão, são muito coladas. As vezes você pega um cara muito duro em três rounds, ele pode te vencer e você nem vai chegar na disputa de cinturão. Então, o Aldo estava se preparando para uma luta que iria acontecer duas semanas depois, estava treinando. Então, quer dizer, eu recebi a notícia. Foi Deus que avisou na hora (risos). Eu recebi a ligação, perguntando se eu ia aceitar a luta. Eu falei: “que luta? O Aldo já está com luta marcada”. Eles falaram: “Vocês não estão sabendo?”. Eu disse que não. Então, falaram que o Frankie Edgar tinha acabado de se machucar e não iria lutar. O Aldo na minha frente falou que poderia o colocar e na mesma hora mandei a mensagem. No dia seguinte fechou”,

    – Adequação do camp de 3 para 5 rounds

    Na verdade, o seguinte, nós temos uma regra de muitos anos que é: se você vai lutar três rounds, você faz quatro. Então, todo atleta que treina comigo, ele treina obrigatoriamente quatro rounds. Se ele luta cinco, vai treinar seis. Na verdade, o Aldo já vinha fazendo quatro rounds, a gente só aumentou um. Em duas semanas, conseguimos aumentar um round com certa facilidade. Eu acredito que, se o Holloway está esperando uma luta mais “tranquila”, por conta dele estar treinando para três (rouns) e ter subido para cinco, não acredito que será assim.

    – Não há problema com o corte de peso

    A gente perde na última semana, normalmente (corte de peso). O Aldo é um atleta que se mantém basicamente no mesmo peso com nove ou dez quilos acima do peso. Começa sempre na sexta anterior para bater na outra sexta. Muda muito pouco.

    – Mais motivado do que para encarar o Lamas

    Acho que ele está com muito mais vontade nessa luta, do que para a luta anterior (que seria com Ricardo Lamas). Não desmerecendo o adversário, mas uma disputa de cinturão, é uma disputa de cinturão, né. Ainda mais com aquela pessoa que te venceu, então, ele está pronto.

    – Aldo bem na forma técnica e física

    Na verdade, basicamente, ele está treinando há mais tempo para essa luta. Passou um tempo nos Estados Unidos treinando Boxe, aí voltou e começou a treinar. Quando marcou a luta, ele estava praticamente com o corpo treinado. Então, ele começou um camp muito antes do que se começa normalmente. Duas semanas antes, não fará diferença.

    – Diferença entre a estratégia para Lamas e Holloway

    Na verdade, se você analisar os dois adversários (Lamas e Holloway), eles têm o jogo bem parecido. A única diferença é que você tem o Holloway um pouco mais alto. Os dois trocam. O Lamas é mais comum tentar colocar para baixo, o que o Holloway faz menos. Os dois têm o chão bom, basicamente é um jogo parecido, com a diferença sendo o estatura.

    CARD COMPLETO

    UFC 218
    Detroit, nos Estados Unidos
    Sábado, 2 de dezembro de 2017

    Card principal

    Max Holloway x José Aldo
    Alistair Overeem x Francis Ngannou
    Henry Cejudo x Sergio Pettis
    Eddie Alvarez x Justin Gaethje
    Tecia Torres x Michelle Waterson

    Card principal

    Charles do Bronx x Paul Felder
    Alex Cowboy x Yancy Medeiros
    David Teymur x Drakkar Klose
    Felice Herrig x Cortney Casey
    Sabah Homasi x Abdul Razak Alhassan
    Jeremy Kimball x Dominick Reyes
    Justin Willis x Allen Crowder
    Amanda Cooper x Angela Magaña

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