Técnico de St-Pierre cita aposentadoria do ex-campeão como ‘possibilidade real’

    St-Pierre revelou que não vai aceitar o confronto e que deseja algo mais atraente (Foto Getty Images / UFC)

    O futuro de Georges St-Pierre no octógono voltou a ser uma incerteza, assim como em 2013, quando o canadense deu uma “pausa” na carreira. John Danaher, treinador de Jiu-Jitsu de GSP, conversou com o MMA Fighting sobre o futuro do lutador que abandonou na última semana o cinturão dos médios, após ser diagnosticado com colite ulcerosa, uma enfermidade inflamatória crônica do intestino grosso, que ocasiona úlceras na camada interna do cólon. Assim, o treinador não descartou uma “aposentadoria” do ex-campeão.

    “Essa é uma possibilidade definitiva (aposentadoria). Eu não quero dizer ‘sim’ ou ‘não’, porque na verdade não é uma decisão minha. São decisões profundamente pessoais que Georges tem que fazer. […] Esta é uma decisão que muda a vida (dele), então, ele terá que fazer com base em sua reação aos medicamentos que ele está tomando”, apontou,

    Segundo Danaher, o lutador precisar estar “100% motivado” para uma luta. Inclusive, o técnico relatou como estava o lado mental de GSP para o confronto com Jhonny Hendricks, em 2013, quando o canadense ganhou em um resultado polêmico e se “aposentou”.

    “Não é para os fracos de coração (o MMA), e se você não está 100% comprometido com o projeto e se não é algo que você gosta positivamente de fazer, pelo menos de alguma forma, você não precisa amar todos os aspectos, mas precisa de um sentimento profundo de satisfação e prazer. Então, eu não acredito que você deveria se envolver. Eu vi um camp de luta em que Georges não estava mentalmente comprometido com a batalha, foi no duelo com Hendricks. Havia dúvida sobre se ele queria seguir lutando. Essa foi, provavelmente, a luta onde ele teve a menor motivação, como ele normalmente teria”, relatou o treinador, afirmando que neste retorno, quando GSP finalizou Michael Bisping, a “motivação” era outra, mas o problema de saúde pode pesar para o “fim da carreira”.

    “Agora (para o Bisping) houve uma tremenda motivação. Georges estava extremamente entusiasmado com a luta e expressou um profundo desejo de retorno. Mas aí houve esse problema físico, o que dificulta. Sua primeira pergunta foi: sou capaz de voltar (após o uso de remédios)? A resposta ainda não sabemos, veremos como ele reage à medicação. Sua segunda pergunta foi: psicologicamente, estou no jogo? Quero fazer isso?”, encerrou.

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