Dez anos após a morte de Ryan Gracie, filho da lenda desabafa: ‘Estou aprendendo a superar’

por: TATAME | @tatameofficial
Publicado em 15/12/2017
Dez anos após a morte de Ryan Gracie, filho da lenda desabafa: ‘Estou aprendendo a superar’ Rayron contou o quão ainda é difícil lidar com a morte do pai, mas que segue forte (Foto: Arquivo Pessoal)

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Por Yago Rédua

Nesta sexta-feira (15), completam dez anos da morte de Ryan Gracie, um dos mais emblemáticos nomes da família. Apesar da causa do falecimento ainda gerar polêmica, o nome do guerreiro segue imortalizado pelos seus feitos dentro dos ringues de Vale-Tudo e com o seu filho Rayron Gracie. Atualmente com 16 anos e faixa-azul de Jiu-Jitsu, o herdeiro de Ryan ostenta o título Mundial de arte suave e busca evoluir na modalidade em Nova York, nos Estados Unidos, com o seu tio Renzo Gracie.

Em entrevista à TATAME, Rayron, que à época da morte do pai tinha acabado de completar seis anos, relembra o quão ainda é difícil conviver com a ausência do pai e que as festas escolares traziam um sentimento de “saudade” ainda maior. No entanto, o futuro campeão revela que vem aprendendo a lidar com a “dor”.

“Eu lembro, que foi uma semana após o meu aniversário de seis anos que o meu pai morreu. Eu lembro que todo presente do dia dos pais, eu tinha que dar para a minha vó ou meu avô. Mesmo se eu falar para você que eu superei essa dor de não ter um pai, é mentira. Uma das maiores dores que eu senti foi quando eu estava na escola ainda e estava indo para casa e via os pais abraçando os filhos, dando carinho. Eu acredito muito que você evolui e aprende com a dor. Hoje, tenho certeza, que posso superar qualquer coisa. Nada pode me colocar para baixo. Procuro ver o lado bom de tudo. Estou aprendendo a superar”, relatou.

Relembre o caso

O faixa-preta de Jiu-Jitsu foi preso e levado para a carceragem da 91º DP (Distrito Policial) de São Paulo, ao tentar roubar três veículos. Poucas horas depois, o então lutador de 33 anos foi encontrado morto e o laudo inicial do Instituto Médico Legal apontou para “parada cardiorrespiratória provocada por overdose de cocaína”.

Em 2012, o médico responsável por cuidar de Ryan na delegacia, o psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Netto, foi acusado de “negligência” e de causar a morte de Ryan “por excesso de remédios” e foi condenado a dois anos de “serviço comunitário”. Tendo em vista, que o psiquiatra usou medicamentos para “controlar” o Gracie na carceragem. No entanto, em setembro de 2016, o médico foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

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