Gabi analisa Jiu-Jitsu feminino: ‘Geração que mostra a força das mulheres’; veja

Publicado em 24/12/2017 por: Mateus Machado
Gabi analisa Jiu-Jitsu feminino: ‘Geração que mostra a força das mulheres’; veja Gabi Garcia analisou o atual momento do Jiu-Jitsu feminino e citou nomes de destaque no esporte (Foto: Divulgação)

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Por Mateus Machado

Hoje dedicada ao MMA, Gabi Garcia construiu uma história de grandes títulos no Jiu-Jitsu, onde foi 9 vezes campeã mundial pela IBJJF, 8 vezes no World Pro e, mais recentemente, se tornou tricampeã do ADCC, maior torneio de grappling do mundo. Se nos dias atuais, a gaúcha concentra seu foco nas artes marciais mistas, com um cartel de quatro vitórias e um “No Contest”, o amor pela arte suave permanece e, mesmo afastada das competições, a lutadora se mantém ligada sobre a modalidade.

Em entrevista exclusiva à TATAME, Gabi relembrou seus tempos de Jiu-Jitsu para comparar o que é visto no Jiu-Jitsu feminino nos dias de hoje, ressaltando o crescimento no número de mulheres que disputam campeonatos e o fato do investimento ser maior em relação a anos anteriores.

“Em relação ao Jiu-Jitsu atualmente, eu fico muito feliz de ver onde as meninas chegaram. De ver a nova geração, de meninas que eu nem lutei, dando um show de Jiu-Jitsu. Cada geração que vem chegando, vem colhendo o que eu e minha geração plantamos. Porque eu já cheguei a lutar por quimono, e hoje as meninas ganham dinheiro na liga, pela IBJJF, na UAEJJF ou em lutas casadas. Eu fui a primeira mulher a ganhar lá nos Emirados, pela UAEJJF, então eu já vim abrindo as portas. Querendo ou não, eu chamei atenção para o Jiu-Jitsu feminino, para as pessoas que queriam me ver perder, elas olhavam a minha luta. E aí começaram a chamar atenção para o público feminino, isso foi bom, foi crescendo. E aí você olha o absoluto feminino hoje, é cheio de meninas, para você ser campeã absoluta, precisa fazer quatro, cinco lutas. Fico bem feliz dessa nova geração estar podendo viver de Jiu-Jitsu, porque eu comecei a viver do Jiu-Jitsu somente na reta final da minha carreira, mas posso dizer que ganhei dinheiro com o Jiu-Jitsu, sim. É difícil para as mulheres, mas cada uma tem que fazer sua parte. Eu sou uma pessoa que me vendo bastante, as pessoas sabem muito da minha vida por causa das mídias sociais, até sou bem agredida por causa disso, mas é o que eu posso fazer para chamar atenção, chamar patrocínio, e chamar o público para o meu lado também. Mostrar para as pessoas que é possível você chegar ao seu sonho”, destacou Gabi Garcia, que ainda comentou sobre a nova safra de lutadoras que hoje são destaques no Jiu-Jitsu feminino, citando nomes.

“Essas meninas estão muito bem. Tem a Tayane (Porfírio), a Dominyka (Obelenyte), Monique Elias, Bianca Basílio, Nathiely Jesus, a Tammi Musumeci, tem meninas muito boas no Jiu-Jitsu hoje em dia, uma geração que é difícil até de falar, mas são meninas que tem o porte físico bom, são fortes. É uma geração que vem para mostrar a força da mulherada, estou bem feliz com isso. Eu queria muito lutar com elas, na verdade, eu acho que me testaria, sim. Mas também eu não posso ser um super-herói (risos), para lutar com elas eu tenho que estar bem treinada. A hora que eu voltar, estarei bem treinada. Mas eu queria muito lutar contra essas meninas (risos)”, encerrou.

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