‘Poucos conseguem sucesso no próprio negócio’, lembra Dedé sobre Nova União

    Dedé Pederneiras relembrou a trajetória de sucesso da equipe Nova União (Foto divulgação)

    Desde a sua criação até os dias atuais, a Nova União foi responsável pela formação, crescimento e consagração de diversos atletas, tanto no Jiu-Jitsu como no MMA. Grande nome por trás dos grandes feitos da equipe, Dedé Pederneiras esteve presente no processo de construção da primeira academia, há cerca de 21 anos, e até hoje é figura essencial, no acompanhamento de atletas no dia a dia, entre outros processos importantes.

    E o ano de 2017 ficou marcado por um grande acontecimento para a Nova União, que teve viabilizada a construção do seu novo CT, a Upper Arena, localizada no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Por isso, a TATAME entrevistou Dedé Pederneiras, que falou sobre o processo até a criação da Nova União, os títulos conquistados ao longo dos anos, o crescimento estrutural da equipe, os lutadores formados desde então, e muito mais.

    Confira a entrevista completa: 

    – Trajetória até o início da Nova União

    Começou através da minha academia, “André Pederneiras”, com a “Mello Tênis Club de Jiu-Jitsu”. Através do Wendell, começamos a entrar em competições juntos e vimos que dava certo, aí resolvemos nos unir e criar a Nova União. Fazem cerca de 21 anos que criamos.

    – Títulos conquistados ao longo dos anos

    Não sei explicar quantos títulos já conseguimos, cara (risos). São muitos títulos, tanto no Jiu-Jitsu como também no MMA. Temos muitos títulos no cenário nacional e mundial.

    – Crescimento estrutural da equipe

    A diferença da época do sobrado com a de agora é muito grande… Só de pensar que antes tínhamos apenas 50 metros quadrados e hoje temos 1100, a diferença é muito grande.

    – Experiência e aprendizados desde a criação

    Acho que a experiência adquirida com todos esses anos foi grande, podendo viajar muito, fazendo centenas de viagens para visitar diversas academias no mundo, conhecendo vários países. Não são todos que conseguem sucesso através do próprio negócio, da  academia.

    – Atletas migrando do Jiu-Jitsu para o MMA

    Já tivemos muitos atletas que saíram do Jiu-Jitsu para irem bem no MMA, e isso já vem lá dos tempos remotos. O primeiro atleta que coloquei em um evento do UFC foi o Rafael Carino, no UFC 9. Depois veio o João Roque, o Shaolin, agora nessa geração mais nova tem o Aldo, Renan Barão, que também veio do Jiu-Jitsu, a Cláudia Gadelha. Muitos deles vieram do Jiu-Jitsu da Nova União para depois brilharem no UFC. Foi muita gente.

    – Atletas com dificuldades financeiras

    Geralmente, recebemos atletas de longe que se dispõem a treinar forte para chegar lutando, e vemos que há disposição maior dos atletas que tem dificuldade financeira. Aqui (no MMA), como no futebol, acontece de uns estourarem, outros se frustrarem, mas ao contrário do futebol, onde os jogadores que não conseguem se tornar profissional, não tem no que dar continuidade, mas na luta, os atletas geralmente viram especialistas em uma arte e, com isso, ele consegue morar fora, dar aula e viver numa boa posição. E os atletas que conseguiram se tornar um grande nome, se quiserem parar, eles terão esse recurso.

    7 COMENTÁRIOS

      • Esse é o mal, So eram da Nova Uniao quando lhes convem, Se nao fosse a Nova Uniao eles nao seriam quem sao hoje e eles sao gratos com certeza, por isso nunca serao esquecidos pela Nova Uniao!
        Obrigado Barão e Claudinha por fazer parte da nossa historia e de fato nao há como mudar, pois ela ja existe.
        Obrigado por tudo Mestre Jair

      • Ahhh Observação Thiago: Claudinha chegou no Rio de faixa AZUL e Barão tem como seu carro chefe o Boxe, Saudaçoes Kimurenses

    1. o MMA criou varios setores gerando muitos empregos espero que se torne olimpico com uma federacao seria um sindicato a realidade e que os atletas sao explorados ne meu rei o bagui virou um circo os lutadores naum sao mais lutadores sao showmans e empresarios o que cobre tudo e o ppv kkkkkk

      • Olímpico não! Esporte nenhum deveria ser olímpico. Esses comitês corruptos favorecem alguns poucos atletas. Quanto menos poder publico no negócio melhor.

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