Buchecha analisa vitória no ACB JJ 10 e ‘deixa em aberto’ lutar MMA na franquia

    Marcus Buchecha estreou com vitória no evento e quer seguir participando de outras edições (Divulgação/ACB)

    Por Yago Rédua

    Dez vezes campeão mundial de Jiu-Jitsu, Marcus Buchecha debutou no ACB JJ 10, na última sexta-feira (26), em São Paulo. O faixa-preta venceu por pontos Mahamed Aly, em uma verdadeira batalha de três rounds. Em entrevista exclusiva à TATAME, o lutador da Checkmat fez uma análise sobre o duelo e o desempenho em sua estreia no Berkut.

    “Para ser bem sincero, foi a primeira vez que eu lutei nessa regra. Eu estava treinando bastante, mas é bem diferente o treino da luta. Tinha round que eu estava montado nas costas, com a finalização bem engatada, mas acabava o round e voltava em pé. Com certeza, ele vinha com tudo e qualquer erro podia ser fatal. Ele é muito bom de bote, deu triângulos, armlocks voadores, então, estava bem preocupado com isso. A parte em pé treinei bastante, por cima, por baixo. O camp foi muito bem feito. Treinei bastante em Santos, onde eu cresci, dormi na minha casa, comi a comida da minha mãe (risos). Foi bem diferente. Treinei com os meus amigos aqui em São Paulo, bastante também na academia do Leandro (Lo). Sabia que seria uma luta dura, mas graças a Deus deu tudo certo”, analisou Buchecha, afirmando que o card do ACB JJ 10 foi o maior da história.

    “Acho que um dos maiores, não. O maior card da história do Jiu-Jitsu. Primeiramente, eu não ia lutar o evento, mas quando eu vi o card, disse que não podia ficar de fora desta festa. Pedi para entrar e acho que o Mahamed estava na mesma situação, queria participar também. E aí colocaram a gente, porque não estávamos inicialmente. Foi bom ter lutado e feito parte desta história. Foi o primeiro ACB assim, neste formato, foi bem especial”.

    Sobre o fato de lutar em casa, tendo em vista que Buchecha é natural de Santos, no litoral de São Paulo, o faixa-preta afirmou que foi um “sentimento especial”. O faixa-preta ainda destacou a torcida da família e dos amigos, o que não acontecia há quase sete anos.

    “É diferente, com certeza! Fazia muito tempo que eu não lutava aqui, desde 2011 que eu não lutava em São Paulo. Então, tem um sentimento especial, porque foi aonde tudo começou. Eu comecei no Campeonato Paulista de Jiu-Jitsu aqui ao lado (do Hebraica), poder lutar aqui, com apoio da família, da torcida, dos meus amigos, foi bem diferente. A galera que estudou comigo estava aí, então foi bem diferente”, comentou Buchecha.

    Marcus Buchecha não descarta lutar MMA pelo Berkut no futuro, assim como Rodolfo faz (Foto Yago Rédua / TATAME)

    A respeito dos próximos passos neste primeiro semestre de 2018, Buchecha afirmou que quer seguir lutando os eventos do ACB e projetou o Mundial da IBJJF. Ao ser indagado sobre a possibilidade de estrear no MMA pelo Berkut, o casca-grossa deixou “em aberto”.

    “Agora eu sou funcionário do ACB, vou estar a disposição deles. O Mundial é algo que quero lutar, primeiramente só o Mundial e ACB em vista. A princípio só Jiu-Jitsu, mas… Quem sabe, futuramente (risos). Deixa em aberto (a chance de lutar MMA pelo ACB)”.

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