Fedor analisa batalha com Evangelista no ACB JJ 10 exalta torcida paulista: ‘Me deu aquele gás’

    Gabriel Fedor exalta estrutura do ACB JJ 10 em São Paulo (Foto: Divulgação/ACB)

    Por Yago Rédua

    No último dia 26, em São Paulo, Gabriel Fedor reencontrou um velho conhecido no ACB JJ 10. O faixa-preta encarou Ricardo Evangelista, em um confronto muito equilibrado, que durou três rounds de cinco minutos. Em conversa à TATAME, ainda nos bastidores do Berkut, o lutador classificou como uma das “luta mais duras” da carreira.

    “Vou te falar… Foi uma das lutas mais duras da minha vida. Já tinha lutado com ele antes, na final do Mundial de 2015, foi uma luta dura, mas esse foi ainda mais. Estou muito feliz de ter saído com a vitória, mas não posso tirar os méritos do meu adversário que eu respeito muito. A luta foi parelha, foi decisão dividida e consegui buscar mais, impor um pouco mais o meu jogo. Acredito que isso me favoreceu para sair com a vitória”, apontou Fedor, que comentou sobre os “perigos” do jogo imposto pelo Evangelista.

    “Eu sei que ele é perigoso, principalmente, na guarda-fechada, mas eu não podia ficar com medo. Tinha que impor o meu jogo, lutar para frente e foi isso o que os meus treinadores me mandaram fazer… Foi isso que eu tentei fazer a luta inteira e acredito que ele teve mais que se defender, do que me atacar. Acredito que isso me ajudou e o atrapalhou, de certa forma. Mas, teve momentos que ele atacou o meu pé, que levou bastante perigo, mas graças a Deus, eu sai com a vitória, mantendo o controle da luta”, disse.

    Um dos grandes momentos do confronto foi o apoio da torcida paulista para Fedor, que é natural do Espírito Santo. O casca-grossa contou que isso serviu como um “gás a mais” na batalha contra o carioca da GFTeam.

    “Eu, realmente, eu não esperava (o apoio da torcida). Me surpreendeu muito, fiquei muito feliz, emocionado… De verdade. O ginásio inteiro gritando para você, acho que é para poucos, em poucas ocasiões. Um evento no Brasil, uma luta entre dois brasileiros, nem ele e nem eu somos daqui, mas eu já morei em São Paulo, tenho muitos amigos aqui. Só tenho que agradecer. Acho que isso na luta, que eu comecei perdendo, me deu aquele gás para não desistir”, comentou o lutador, que exaltou toda a estrutura do ACB JJ e a vitória em um card estrelado.

    “Eu me sinto honrado, em fazer parte deste evento. É um evento incrível, com certeza, acho que unanimidade, é o maior card que já existiu na história do Jiu-Jitsu. Então, acho que fiz parte desta história, fico muito feliz com isso. O ACB veio para mudar o Jiu-Jitsu para melhor e, de certa forma, está mudando. Os primeiros passos estão sendo dado. E nós atletas precisávamos disso, um evento que valorizasse a gente e fizesse história. É o que aconteceu aqui”, encerrou.

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