Por Yago Rédua

Patrick Gaudio mostrou coração de lutador no ACB JJ 10, na última sexta-feira (26), em São Paulo. O atleta da GFTeam venceu por decisão dos árbitros o casca-grossa Claudio Calasans, na luta que foi eleita a melhor da noite pelo Berkut. Em entrevista à TATAME, o faixa-preta fez uma análise do confronto e revelou que chegou a “apagar” após quase ser finalizado pelo adversário com uma guilhotina.

“Foi uma luta bastante equilibrada, ele atacou bastante, eu ataquei também. Até o primeiro round, eu estava muito bem, mas acho que no segundo, ele conseguiu encaixar uma guilhotina em mim. Na hora, eu literalmente cai apagado, fiquei muito grog, mas a torcida começou a gritar, porque foram dois pontos para ele e, aí, eu consegui acordar e lembrar que estava lutando (risos). Foi uma sensação muito estranha, nunca tinha passado por isso. Então, comecei a atacar, tinha que dá o meu máximo para poder virar a luta e, graças a Deus, consegui virar e sair com a vitória, na decisão dos juízes”, comentou Gaudio, que exaltou o triunfo em um card estrelado do Jiu-Jitsu.

“Realmente, foi um card excepcional, só atleta duro. Têm caras com quatro títulos mundiais, tem o Buchecha com dez títulos mundiais, o próprio Calasans, que eu lutei, foi o campeão absoluto do ADCC passado (2015). Eu saindo com a vitória, me faz acreditar que eu posso ser um deles no futuro. Vou crescer e melhorar o máximo que eu puder”, apontou o lutador.

No intervalo de um round para o outro, Patrick não parava para ouvir orientações do córner. O lutador apenas bebia água e voltava para o centro do tatame. Gaudio disse que está acostumado a fazer isso nos treinamentos na GFTeam e que serve também para mexer como o “psicológico” do oponente.

“Lá na GFTeam estamos acostumados a ficar lá no meio direto, sem descanso, então, eu não queria parar. Queria colocar na minha cabeça, como se fosse um treino mesmo, com a galera olhando. Estou acostumado a treinar lá três rounds sempre, ficar três bases lá, sem sair do meio. Não gosto de sentar, gosto de ficar em pé, concentrado. Acho que isso pode até afetar o psicológico do meu oponente de achar que estou bem pra caramba, de não está cansado. Mas, eu estava muito bem, só que depois daquela guilhotina, meu gás foi um pouco embora (risos)”, comentou Gaudio, que ainda projetou os próximos eventos e disse que está fora do Pan, por causa do nascimento da primeira filha.

“Então, a minha filha vai nascer agora em fevereiro. Não sei se eu vou lutar o Brasileiro esse ano. Eu ganhei ano passado, acho que vou me concentrar mais no Mundial, que é um título que eu não tenho ainda. Quero chegar muito bem preparado, sem risco de lesão. Estou pensando ainda se eu vou lutar o World Pro (da UAEJJF). Se tudo de certo, vou lutar o World Pro e o Mundial. Estou fora também do Pan, porque a minha filha vai nascer próximo a data e é um evento que eu ganhei ano passado”, encerrou.