Coluna Treino Certo: os detalhes das preparações de Luan Carvalho, Queixinho e Igor Silva para o ACB JJ

    Luan Carvalho, que vem sendo preparado fisicamente por Ítallo, vem se destacando no ACB (Foto: Reprodução)
    Luan Carvalho, que vem sendo preparado fisicamente por Ítallo, vem se destacando no ACB Jiu-Jitsu (Foto reprodução)

    Por Ítallo Vilardo

    O crescimento do Jiu-Jitsu profissional vem ocorrendo através de eventos particulares, como o ACB, Metamoris, Polaris e outros que pagam os atletas pelo show. O que a maioria desses eventos têm em comum é o fato de possuírem regras próprias, principalmente no que diz respeito ao tempo de luta. Sempre destaco nos meus artigos que estudar o padrão da competição faz total diferença no treinamento e, consequentemente, nos resultados.

    Trabalho com diversos atletas que participam desses eventos e o que destaco mais no treinamento deles é o treino em padrão competitivo, que vai muito além dos rolas intermináveis de 10 minutos. No ACB JJ 10, realizado em janeiro, em São Paulo, tive três atletas competindo. Osvaldo Queixinho (ganhou por finalização e, de quebra, levou o bônus de melhor finalização do evento), Luan Carvalho (ganhou por pontos) e Igor Silva (ganhou com uma rápida finalização), e mais recentemente, no ACB JJ 11, que rolou na Espanha, no dia 3 de março, Luan ganhou com uma bela finalização, sendo um dos destaques.

    Como citei, em primeiro lugar, vem o estudo da competição, onde estruturamos o treino de acordo com o tempo e intervalo de luta: três rounds de 5 minutos, com intervalo de 1 minuto entre eles. Sabendo disso, o treino de competição do atleta já estava montado: aquece de 5 a 10 minutos, recupera de 2 a 3 minutos e faz um treino (isso mesmo, um treino) de 17 minutos, dividido em três rounds de 5 minutos, com intervalo de 1 minuto entre eles. Isso representa totalmente a realidade que ele vai encontrar no dia do evento. A partir disso, traçamos mudanças de sparrings e situações predefinidas de acordo com a estratégia da luta e companheiros de treino. Como é um evento de luta casada, e já se sabe o adversário que vai lutar, fica mais fácil definir a estratégia para o confronto.

    De acordo com a divisão de treinos do atleta (uma ou duas sessões de treinos por dia), dividimos as sessões com treinos aeróbicos, intervalados (onde se dividem em treinos de drills e/ou treinos de situações específicas), que são configurados de acordo com o sistema energético e treinos de competição (como descrevi mais acima). E a partir daí, juntamos isso com a estratégia predefinida do atleta para pontar o programa completo.

    Vamos a alguns exemplos: se o atleta decide lutar para frente, buscando a finalização, montamos tempos de drills e treinos específicos (onde o movimento a ser treinado fica a critério do atleta) que facilitem isso, tanto na parte mecânica quanto na parte fisiológica (sistema energético). Já o atleta que decide por uma luta mais cadenciada e controlada, os treinos são montados com uma intensidade menor, buscando mais volume no tatame.

    Osvaldo Queixinho brilhou no ACB Jiu-Jitsu em São Paulo com uma bela finalização (Foto: Reprodução)
    Osvaldo Queixinho brilhou no ACB Jiu-Jitsu em São Paulo com uma bela finalização (Foto reprodução)

    Esqueçam a ideia do treino “casca-grossa samurai”. O planejamento e a organização, alinhados à uma boa ciência, fazem a total diferença no rendimento do atleta, além de garantir menor desgaste e dar ao atleta uma “vida útil” maior no mundo dos torneios.

    Uma dica que deixo para vocês é: não confundam estratégia de luta com o que você deseja que aconteça na luta. São coisas diferentes e que podem te frustrar no combate. Para mais, entre em contato pelo site www.itallovilardo.com ou no Instagram @itallovilardo.

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