Campeão do ACB Jiu-Jitsu, Davi Ramos celebra luta ’em casa’ no UFC 224: ‘É algo maravilhoso’

    Davi Ramos será uma das atrações do UFC 224, no Rio de Janeiro, em maio (Foto: Getty Images)
    Davi Ramos será uma das atrações do UFC 224, no Rio de Janeiro, em maio (Foto: Getty Images)

    Por Mateus Machado

    Vindo de vitória em sua última luta pelo Ultimate, contra Chris Gruetzemacher, em dezembro do ano passado, por finalização no terceiro round, Davi Ramos vive um momento especial não apenas no MMA. No início de março, o faixa-preta de Jiu-Jitsu conquistou o título da categoria até 75kg do ACB Jiu-Jitsu, organização russa que vem se notabilizando pela realização de cards envolvendo grandes nomes da arte suave.

    Além disso, o lutador terá mais um momento especial pela frente. Sua próxima luta pelo Ultimate acontecerá no Rio de Janeiro, sua cidade natal, contra Nick Hein, pelo UFC 224, marcado para o dia 12 de maio, na Barra da Tijuca. Uma nova vitória pode representar uma aproximação do brasileiro no Top 15 da categoria peso-leve do UFC, considerada uma das mais difíceis da organização.

    Ciente do duro desafio que terá pela frente na maior franquia de MMA do mundo, Davi deu início, recentemente, ao seu camp de preparação para o combate. Com sete triunfos e duas derrotas em sua trajetória no MMA profissional, o lutador espera se manter ativo em busca de novas conquistas.

    Confira a entrevista completa com Davi Ramos:

    – Expectativa para lutar ’em casa’ e início da preparação

    A expectativa é das melhores possíveis. Imagina eu, que sou do Rio de Janeiro, nascido e criado aqui, no maior evento do mundo, e eu vou lutar aqui, praticamente em frente à minha casa, porque eu moro aqui bem próximo ao Parque Olímpico (na Barra da Tijuca), e para mim é muito bom, maravilhoso estar no maior evento do mundo e lutar pertinho de casa. Em relação à preparação, está ótima. Eu comecei agora a entrar em fase de camp mesmo. Eu tinha alguns outros compromissos, como alguns campeonatos de Jiu-Jitsu, algumas aulas logo após a minha última luta, mas agora parei tudo e, nessas oito semanas que faltam até chegar a luta, é foco total no UFC e na minha próxima luta. O camp começou maravilhoso. Já tive uma reunião com todos os professores e estão todos traçando a estratégia certa para sairmos com a vitória.

    – Análise do adversário

    Ele vem embalado por três vitórias no UFC e acho que isso vai me colocar em um patamar diferente do que eu me encontro atualmente. Lógico que eu acabei de entrar na organização, mas eu tenho um nome forte, eu tenho condições de chegar rápido ao Top 15, Top 10 da minha categoria, e isso é o que eu almejo. Minha parte em pé está boa, meu Wrestling, sem contar no meu Jiu-Jitsu. Então, acho que está mais do que na hora de chegar firme. O foco principal é essa luta contra o Nick Hein, mas eu já estou visualizando algo mais à frente, que é lutar contra os melhores da categoria. Ele é um atleta do Judô, joga bastante no contragolpe, é canhoto e já vi muitas lutas dele. Mas nada que vá me prejudicar… Aqui (na Team Nogueira), nós temos um arsenal de lutadores muito bons, que vão me ajudar muito no camp e vou chegar muito bem preparado, podem ter certeza.

    – Título no ACB JJ contra Najmi e ‘divisão’ entre MMA/Jiu-Jitsu

    Fiz uma guerra com o Edwin Najmi. O que é legal, uma coisa que eu avalio bastante é me manter lutando e competindo em alto nível, e foi muito bom para ter essa avaliação minha, pessoal mesmo, porque assim, eu sou um atleta de MMA hoje que vivo, durmo e acordo pensando no MMA, e quando eu treinava e lutava Jiu-Jitsu, eu treinava, comia, dormia e acordava pensando em Jiu-Jitsu (risos)… Eu treinava quatro/cinco vezes por dia, só Jiu-Jitsu, e hoje eu não consigo fazer isso, eu preciso conciliar com tudo. Até mesmo no camp que eu estava fazendo para lutar com o Edwin, eu não deixei de treinar Boxe, Muay Thai um dia, não deixei de fazer esse tipo de treino, que é relacionado ao MMA. É muito difícil conciliar as duas modalidades, mas para mim é muito importante me manter ativo no Jiu-Jitsu, que é o meu carro-chefe, da onde eu vim, então eu preciso continuar treinando.

    – Análise de sua categoria no UFC

    A minha categoria é uma das mais difíceis, bem complicada, mas acho que tudo vai depender de mim e de como vão ser minhas vitórias dentro da organização. Lógico, eu acabei de chegar, tenho muita coisa para conquistar, mas eu acredito que após essa luta, vai dar uma visibilidade maior para mim, e com o nome que eu tenho, eu acredito que consigo chegar rápido ao Top 15, Top 10 da categoria, esse é o maior foco. Acho que quando você chega ao Top 10, acredito que você já consegue visualizar melhor as coisas por ali, já pode conseguir lutar contra qualquer um da divisão até uma disputa de título. Quando você chega nesse patamar, pode enfrentar qualquer um dos tops, e se uma luta cair, você precisa estar bem preparado para segurar essa oportunidade e disputar um possível cinturão. A minha ideia é essa, fazer luta por luta, manter os pés no chão e melhorar cada aspecto que ainda é falho.

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