Pennington revela ‘incômodo’ com comentários de luta entre Amanda e Cris

    Pennington vai disputar o cinturão contra a amiga Amanda Nunes no UFC 224 (Foto: Alexandre Loureiro)
    Pennington vai disputar o cinturão contra a amiga Amanda Nunes no UFC 224 (Foto: Alexandre Loureiro)

    Por Mateus Machado e Yago Rédua 

    Atual número 2 da categoria peso-galo feminino do Ultimate, Raquel Pennington vem de uma boa sequência de quatro vitórias consecutivas pela organização. No entanto, sem lutar desde novembro de 2016, quando derrotou Miesha Tate no UFC 205, a americana sofreu com lesões desde então e, indiretamente, abriu espaço dentro da divisão, o que fez a atual campeã, Amanda Nunes, abrir um desafio para fazer uma superluta contra a detentora do título peso-pena, Cris Cyborg.

    O presidente da franquia, Dana White, aprovou a ideia e declarou que seria interessante casar Amanda x Cyborg para o UFC 224, marcado para o dia 12 de maio, no Rio de Janeiro. No entanto, após lutar no início de março, pelo UFC 222, Cris declarou que precisaria de um tempo para descansar por conta da sequência de lutas, ressaltando que o mês de julho seria a data ideal para a realização da superluta. Amanda, todavia, não aprovou a sugestão da compatriota, o que fez o Ultimate, enfim, definir que a baiana defenderia o título dos galos contra Raquel Pennington justamente no UFC Rio.

    Depois de todas as especulações e incertezas sobre o duelo, Raquel Pennington foi questionada sobre esse período em que houve a negociação para enfrentar Amanda. Na coletiva de divulgação do UFC 224, na última terça-feira (20), a americana externou toda sua insatisfação com os comentários sobre uma possível luta entre Amanda e Cyborg.

    “Para mim foi muito frustrante, fiquei muito frustrada quando estavam falando de Cris x Amanda. Eu lidei com muitas lesões no último ano, mas sinto que mereci esta oportunidade e era esta a luta para a qual eu queria voltar. Quando eu me lesionei de novo, Amanda falou que não queria esperar muito para lutar, eu entendo isso completamente, ninguém quer ficar parado muito tempo, mas foi uma das coisas que dissemos na conversa que tivemos antes: a divisão precisava ser movimentada, seguir adiante, e esta é uma luta faz sentido pra mim”, disse Raquel, que também falou sobre a amizade que tem com a brasileira, revelando detalhes da proximidade com a “Leoa”.

    “Estou próxima da Amanda há bastante tempo, lutamos em alguns cards no Invicta e somos amigas há muito tempo. Mas quando se trata do esporte (MMA), estou muito ciente do que todas as minhas adversárias podem oferecer, porém, sempre focada em mim mesma, em melhorar as minhas habilidades, no que eu posso fazer. Então, vou prestar atenção em algumas de suas especialidades e ver aonde posso melhorar meus pontos fortes”, declarou a americana, que ressaltou a importância do profissionalismo para lutar com sua amiga e a motivação para conquistar o cinturão peso-galo do UFC.

    “Nos conhecemos por causa do esporte, então, é uma daquelas coisas que são negócios dentro do octógono. Quando a porta fechar, é outra coisa. Temos respeito, temos amizade, mas vamos competir lá dentro. Me motiva mostrar a todos que mereço essa chance, pois trabalhei duro pela oportunidade e acho que não era justo que tirassem isso de mim”, encerrou.

    CARD PROVISÓRIO:

    UFC 224
    Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro (RJ)
    Sábado, 12 de maio de 2018

    Amanda Nunes x Raquel Pennington
    Vitor Belfort x Lyoto Machida
    Ronaldo Jacaré x Kelvin Gastelum
    John Lineker x Brian Kelleher
    Thales Leites x Jack Hermansson
    Davi Ramos x Nick Hein
    Alberto Miná x Ramazan Emeev
    Júnior Albini x Alexey Oleynik
    Cézar Mutante x Karl Roberson
    Mackenzie Dern x Amanda Cooper
    Warlley Alves x Sultan Aliev

     

    2 COMENTÁRIOS

    1. Pela lógica comportamental pregada por Amanda Nunes e Jéssica bate Estaca, elas deveriam lutar contra um transgênero. Fallon Fox, que tal?
      Elas vivem se vitimizando, dizendo que foram muto discriminadas e etc. Já deu essa conversinha de gayzismo, jovens!

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