Escalado para enfrentar Vitor Belfort no UFC 224, no dia 12 de maio, em combate que promete entrar para a história do MMA mundial, Lyoto Machida está empolgado. O carateca define como “perfeito” o casamento de estilo com o “Fenômeno”. Em entrevista ao Canal Encarada, o ex-campeão dos meio-pesados falou sobre o encontro com Vitor no octógono, que acontecerá no Rio, anos após a luta ser especulada pela primeira vez.

“O Vitor é um lutador explosivo, é um contragolpeador. Ele é um cara que não se expõe tanto, mas gosta de contragolpear. E acredito muito que é uma luta que casa bem para o meu jogo. Essa luta poderia ter acontecido no passado, mas não rolou. Muita gente sempre falou que seria boa pra mim e eu acho interessante. É uma luta que casa bem, para mim é perfeito. O Vitor gosta de lutar em pé, e eu gosto também”, analisou o baiano, de 39 anos.

Machida ainda avaliou as chances que tem de subir na categoria fazendo a luta com Belfort no mesmo evento do encontro entre os tops dos médios Ronaldo Jacaré e Kelvin Gastelum.

“Essa luta do Jacaré com o Gastelum é uma luta que está chamando bastante atenção. Pesa bastante no evento. Já treinei com o Gastelum, treino às vezes. É uma luta que todo mundo está esperando, o Kelvin vem de grande vitória. Jacaré é um cara que é brasileiro, está vindo forte novamente. Acredito que vai ser um clássico (com o Belfort) e botaram essa luta junta para movimentar mais a categoria dos médios. Vai movimentar mais a categoria e vai dar um ‘bololô’ para ver quem sai dali para brigar pelo cinturão”, projetou.

Confira outros trechos da entrevista:

– O que está esperando do combate contra Belfort no Rio de Janeiro?

Essa luta é um clássico, poderia ter acontecido no passado, mas por algum motivo, não aconteceu. Ela representa muito para mim. Respeito o Vitor como atleta e pessoa, mas como profissional, a gente precisa encarar isso. Será bom para o público, para o entretenimento e para nós. Sempre quis me testar, gosto de desafios. Vitor Belfort é sempre um desafio. Vamos conseguir fazer um grande show para todos, com certeza.

– De quem foi a ideia da luta? Como surgiu o casamento desse combate?

Na verdade, não pedi nada. Tinha desafiado o Michael Bisping, e até falei que preferiria lutar com alguém de fora, mas sei que esse confronto era inevitável. O UFC veio com a proposta de lutar com o Vitor e não gosto de recusar. Eu cheguei a pedir outro, falaram do Vitor, ele aceitou, então fechamos a luta. Não teve iniciativa da minha parte para isso.

– O que muda de 2013, quando a luta foi especulada, para agora?

Ao meu ver, acho que essa luta continua sendo uma luta que vai entreter muita gente. É perigosa para os dois lados, me sinto bem preparado. Venho treinando bastante, nunca parei. Me dedico muito como atleta e me vejo em grande forma. Espero o mesmo do Vitor. Sempre penso que vou enfrentar o melhor Vitor possível. Um cara mais perigoso. Muita gente, muitas vezes, o desmerece. Além do respeito que tenho pelos atletas, ele é um cara perigosíssimo, pode me dar um trabalho. A recompensa é dar o melhor Lyoto possível.

Confira a entrevista completa: