Coluna da Arte Suave: o Jiu-Jitsu como fator essencial na superação de problemas; confira e opine

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala do Jiu-Jitsu como superação de problemas (Foto: Ilan Pellenberg)
    Treino na academia do mestre de Jiu-Jitsu Luiz Dias, localizada em Laranjeiras (Foto Ilan Pellenberg)

    Por Luiz Dias 

    Fiquei pensando em um assunto que, creio eu, abrange a todos nós quando, por um problema de qualquer origem, pessoal, profissional, sentimental ou financeiro, até por mais de uma origem, esses pensamentos tentam nos abater. Por vezes, parecem nos roubar a energia para irmos treinar, a nossa vontade de pegar o quimono e irmos para academia.

    Sei bem o que estou escrevendo, porque vivi um drama pessoal por cinco anos e, há um ano, essa luta foi perdida. Então, posso dizer a vocês, não deixem de ir aos treinos. Encare e derrote seus medos, suas tristezas. Não deixem que esses problemas, por mais que sejam sérios, te imobilizem. Mesmo que treinem pouco, ou treinem apenas para sentir que estão lutando, treinem, é importante. Converse com o seu professor para ele entender se o seu rendimento não está como de costume, mas fale. E treine sem se impor resultados. Essa endorfina, com as amizades dos tatames, irão te dar um bom suporte para esses momentos. Essas horas que passamos nos tatames, nos dão endorfina, os mais diversos assuntos nos tiram dos nossos pensamentos, mesmo que sejam por momentos, por minutos, e estamos mantendo nosso corpo e mente ágeis, pensando em algo positivo.

    Muitas vezes deixei de ir treinar, tomado pelo desânimo, e vi que era pior. Então, meus amigos, vamos ter o Jiu-Jitsu como um hábito saudável em nossas vidas, onde possamos melhorar nossas lutas pessoais. Tenham certeza que, nesses momentos, colocar a endorfina para correr em nossas veias só fará bem. Campeonatos são emocionantes, sim, visitar academias também, sempre é bom, mas em certos tempos, estarmos entre nossos amigos de treinos, e lutarmos, mesmo sem o foco, porque problemas extra tatame nos atrapalham, nesses casos, a concentração age como um grande exercício, um caminho para o autocontrole. Vejo quase como uma forma de meditação dentro do Jiu-Jitsu.

    Quando percebi o efeito que me fazia, mesmo sem treinar nas minhas aulas, ficava vendo os treinos dos meus amigos e alunos e isso acabava me relaxando, e muitas vezes me forçava a treinar, outras vezes ia na academia de um amigo e dávamos treinos e depois ficávamos conversando. Esses pós-treinos foram muito importantes na minha caminhada, e mesmo hoje ainda pratico essa conduta. Sei que falar é fácil, mas eu vivi esses momentos e posso afirmar, não deixem de treinar por desânimo, até mesmo que esse desânimo seja originado por não ter alcançado ainda os resultados em campeonatos que você deseja.

    Treine, tente só pensar na luta que acontece naquele momento. Nunca deixe de treinar como resposta para um problema, o Jiu-Jitsu irá alavancar seu dia, seu ânimo. Treine, estude posições e treine mesmo que a mente não ajude naquele momento. Não se entregue nunca ao desânimo. Seu lugar no pódio chegará, e os problemas passarão, e então, seu Jiu-Jitsu fluirá mais ainda. Essa coluna é dedicada a todos que lutam com doenças terminais, e a todos que acompanham esses guerreiros e guerreiras nessas lutas.

    Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

    2 COMENTÁRIOS

      • Obrigado Ian, passei exatamente por isso durante longos cincos anos.. por vêzes era um jiu jitsu mental, pegar o quimono e treinar, puxar treino. Mas tenha certeza, desistir sempre é o único caminho que você nem deve pensar. Abraço

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