Coluna da Arte Suave: a importância de vencer seus limites dentro do Jiu-Jitsu; confira o artigo e opine

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a superação de limites com o Jiu-Jitsu (Foto Ilan Pellenberg)

    Por Luiz Dias 

    Eu escrevo esse tema com a experiência da minha vida. Tenho hérnias e um joelho bem detonado, mas não deixo de treinar. Treino em cima dos meus parâmetros, “escutando” o meu corpo, mas continuo treinando. Esse tema, como tantos outros, é em cima de escutar os amigos falando coisas como: “Vou parar de treinar, porque não posso mais treinar como treinava” ou “acho que vou parar, estou ficando velho, não treino mais como antes”.

    Eu não concordo. O tempo muda tudo na vida. Disponibilidade de horários, disposição física, fisiologia, aeróbico e até questões pessoais mesmo. Eu creio que, em vez deles serem motivos para você parar, devem ser focados como estímulos para você continuar, mas dentro dos seus parâmetros. Só de estar lutando, já é uma vitória particular. Pense, olhe em volta e perceba como é bom estar no tatame, estar treinando, apesar de suas questões particulares. Estar treinando, suando o quimono, não é uma questão mais de vencer o outro, é uma questão de você vencer a si mesmo, se superar em suas próprias expectativas, vencer seus limites, seus medos, e continuar no meio da arte suave.

    Eu treino, apesar das minhas lesões, por vezes sou finalizado, mas o principal é estar treinando. Essa endorfina que um treino proporciona corre nas suas veias, independentemente se você venceu ou não. Ganhar sempre é bom, mas às vezes a vitória maior já é estar de quimono nos tatames. Treine, não pare. Seu professor sabe e imagina seu esforço em estar ali. É o que digo aqui para os meus amigos e alunos: são “guerras particulares”. Desistir sempre é o caminho mais fácil. Mas e o Jiu-Jitsu, ficará aonde?

    Lembranças? Não! Vamos lutar, treinar com os amigos. Muitas vezes, foram justamente os treinos que me deram uma força para ir em frente. Se seu joelho impede movimentos, ou outros problemas, mude de rotina. Teste outras posições e assim o Jiu-Jitsu renasce em você. O desafio de se reinventar na luta é sempre desafiador e estimulante. É bom se adaptar a novas posições e movimentos. Passo exatamente por isso. Agora, procuro ficar mais com a guarda fechada, por problemas de joelho e coluna. Assim, vou redesenhando o meu Jiu-Jitsu, treinando com meus amigos e alunos, mantendo a alegria de treinar.

    O importante é estar treinando. Você pode saber e ter consciência que não pode mais lutar como lutava, mas pense bem, o importante é estar treinando. Eu penso assim e tenho os meus parâmetros, minhas metas a serem alcançadas e o desejo sempre de serem ultrapassadas. Vencer os próprios limites ou medos é o melhor dos estímulos para o nosso Jiu-Jitsu. Nunca devemos abandonar os treinos por motivos que devem ser justamente um estímulo para treinarmos mais e mais, e assim vamos vencendo as nossas limitações.

    Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

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