Trans, Thiago Marques e Canuto analisam ‘King of Mats’, elogiam, mas pedem maior intervalo entre lutas

    Jaime, assim como Thiago, elogiou, mas citou tempo entre lutas como falha (Foto GentleArtMedia / UAEJJF)

    Por Diogo Santarém

    Realizado na última terça-feira (24), o “King of Mats” foi a grande novidade da UAEJJF para a décima e histórica edição do Abu Dhabi World Pro. Reunindo 24 campeões ou ex-campeões do World Pro e do Grand Slam, o evento foi dividido em três categorias, dos leves, médios e pesados, e distribuiu mais de US$ 200 mil em premiações aos lutadores.

    Os títulos ficaram com Leonardo Saggioro nos leves, Charles Negromonte nos médios e Alexander Trans nos pesados, porém, outros lutadores também se destacaram. Em entrevista à TATAME, Thiago Marques, quarto colocado até 69kg, Jaime Canuto, vice até 85kg, e Trans, grande campeão na divisão até 110kg, analisaram o “King of Mats”.

    “Foi uma experiência muito positiva pra mim. Eu vinha lutando de master esse ano, correndo o ranking (da UAEJJF) todo de master, e fui convidado por ter sido campeão do World Pro em 2013 para o King of Mats. Achei um evento muito glamouroso, incrível, eles (Federação) sempre fazem um show. Sobre a minha participação, eu fiquei feliz. Apesar de achar que peguei o lado da chave mais forte, com o Celsinho Venicius e o Gianni Grippo, que vêm muito bem, estou satisfeito. O tempo entre as lutas só que atrapalhou um pouco, mas fica difícil pra todo mundo, né. Eu fiz cinco lutas direto, o duelo contra o Celsinho me desgastou muito, cansei e fui pra semifinal já sem forças (risos), mas também não posso tirar os méritos do Leonardo Saggioro. No fim só tenho a agradecer pela oportunidade”, opinou Thiago Marques, faixa-preta representante da Command Group em Abu Dhabi.

    Thiago elogiou o evento a agradeceu pela oportunidade de se testar entre os melhores (Foto GentleArtMedia / UAEJJF)

    A crítica em relação ao tempo de luta foi compartilhada por Jaime Canuto, assim como os elogios ao evento. Superado na final do peso-médio por Charles Negromonte, o faixa-preta da GFTeam acredita que esse é um dos únicos pontos a se melhor para a próxima edição.

    “Foi um evento bem difícil, muitos atletas duros, dei o meu melhor, consegui chegar na final, mas acabei sendo parado na decisão. Porém, saio de cabeça erguida, focado agora em ir pra cima no World Pro. Achei a ideia do King of Mats muito irada, a única coisa que pode melhorar é o intervalo entre uma luta e outra. Foi muito rápido, poucos minutos para descansar depois de uma guerra e ter que fazer outra. Fora isso, evento excelente”, disse Jaime, um dos grandes nomes do evento ao lado do parceiro de equipe Alexander Trans.

    “Gostei muito do evento, não tinha luta fácil em nenhuma das categorias. Eu fiz quatro lutas, tive a sorte de sair campeão e estou muito feliz em estar aqui, em um grande evento. A UAEJJF investe bastante no nosso esporte, então é muito legal fazer parte do trabalho deles. Eu entrei sem expectativa nenhuma, só para fazer o meu melhor. Fiquei feliz por ter tido aquele resultado (finalização na final), mas eu também sei que se a gente (Trans x Cyborg) lutar de novo semana que vem, ele pode me ganhar da mesma forma. É um cara que eu respeito muito e foi um prazer enfrentá-lo”, encerrou o dinamarquês, comentando o seu estrangulamento na decisão sobre o casca-grossa Roberto Cyborg.

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