Coluna da Arte Suave: o Jiu-Jitsu ‘global’ e a experiência do esporte em viagens; confira

    Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a experiência na Costa Rica através do Jiu-Jitsu (Foto: Reprodução)

    Por Luiz Dias

    Se viajar é bom, imagina juntar o Jiu-Jitsu em suas viagens. Quimono na mala e, assim, o Jiu-Jitsu se torna uma ponte, um elo de ligação com as pessoas locais do lugar onde você está. Voltei agora da Costa Rica, onde tenho dois amigos “brazucas” que dão aula da nossa Arte Suave por lá. O faixa preta André Oliveira, que chegou na cidade de San José há onze anos, onde montou sua academia, que leva seu nome, e tem obtido um resultado expressivo com seus alunos em campeonatos nacionais e internacionais, já trazendo alunos para competirem aqui no Brasil também. E o faixa preta Gustavo Lahorgue, da Barreto BJJ, que assumiu há pouco tempo a Barreto BJJ em Playa Grande.

    A presença brasileira no Jiu-Jitsu lá é importante para o desenvolvimento do esporte. Existem outras academias, como a BJJ Jacó, que desenvolve também um projeto social. Tive a oportunidade de dar um treino na academia Barreto BJJ e, conversando com os alunos do professor Gustavo, vi que as motivações são as mesmas do Brasil e de outros países que visitei. O bem que o Jiu-Jitsu proporciona a todos independe da nacionalidades. O sentimento de irmandade que o Jiu-Jitsu proporciona também é fantástico. Já no primeiro treino, recebi convite para “surfar” em picos mais reservados, perguntas sobre o Rio, como é o Jiu-Jitsu daqui.

    A vontade de virem treinar aqui é enorme e frequente e, assim, uma rede de amizades vai se formando. Em pouco tempo, já na praia, tinha novos amigos e nos treinos também. O interesse deles sobre a Defesa Pessoal também achei muito bom. Enquanto aqui, infelizmente, muitos não valorizam, na Costa Rica eles gostam e querem sempre aprender mais. Sempre em minhas viagens, mesmo quando não são para seminários, levo meu quimono. É o primeiro a entrar na mala, e nunca me arrependo. Da Costa Rica a Eslováquia, sempre o Jiu-Jitsu nos abre portas, criam pontes.

    Dessa viagem, que tinha o surf como objetivo também, por conta dessas amizades, surfei picos que, como um turista normal, talvez não viesse a conhecer. A troca de informações desse intercâmbio é muito bom. Poder falar da história da nossa Arte Suave também é muito bom. Estando no exterior é que vemos como temos o privilégio de nascermos no berço dessa arte marcial.

    O Brasil, por muito tempo, teve o futebol como seu carro chefe nos esportes, mas creio que o Surf e o Jiu-Jitsu vêm dando passos largos e dominando um grande espaço. Como lutadores e representantes da nossa luta, também temos o dever de respeitar seus costumes dentro e fora da água. As amizades que se formam dos tatames passam além deles e vice-versa.

    Quem puder viajar e levar seu quimono, acredito ser uma grande experiência e tenham certeza, o Jiu-Jitsu é um forte fator de amizade e confraternização. Se forem viajar, levem seus quimonos!

    Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

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