João Gabriel analisa luta com Marcus Buchecha no ACB JJ 13 e projeta: ‘Vou manter o cinturão’

    João Gabriel Rocha conquistou o cinturão do ACB JJ em janeiro, na edição realizada em São Paulo (Foto FlashSport)

    Por Yago Rédua

    João Gabriel Rocha, defende pela primeira vez o cinturão da categoria acima de 95kg, no neste sábado (5), no ACB JJ 13. O desafiante é o decacampeão mundial Marcus Buchecha, na luta principal do evento que acontece em Long Beach, na Califórnia (EUA). Em entrevista exclusiva à TATAME, o campeão contou que não vai perder o cinturão e aponta a experiência dentro dos torneios do Berkut, que possuem regras diferente da IBJJF, como um “ponto positivo” ao seu favor, na batalha programada para cinco rounds.

    “Eu vejo, sinceramente, como a maior luta da minha vida, não vejo diferente. Pode ter certeza que eu vou manter o cinturão e ele (cinturão) vai voltar para a minha casa (risos). Eu sei que o Buchecha é um excelente atleta, não tenho nenhum problema pessoal com ele, mas ele quer o que eu tenho e ele não vai ter. Ele quer tirar algo que eu tenho e gosto muito, que é o cinturão. Mas, eu não vou deixa-lo fazer isso. Pode ter certeza que eu estarei muito bem focado e preparado para a luta. As regras são diferentes e eu estou muito mais acostumado do que ele. Eu a já lutei mais as regras do ACB, acho que isso é um ponto favorável para mim. Luta é luta, nunca sabemos o que vai acontecer. Estamos preparados para tudo. Eu quero lutar com a melhor forma dele”, apontou.

    O lutador fez uma análise do jogo de Marcus Buchecha, citou a “afobação” como um ponto importante para construir sua vitória, comentou sobre a preparação para essa luta e o Mundial, que acontece no começo de junho, também na Califórnia (EUA). Além disso, João Gabriel também fez uma análise sobre o quarto título conquistado no Pan da IBJJF.

    Confira abaixo a entrevista na íntegra com João Gabriel Rocha:
    – Análise do jogo do Buchecha

    Eu acho que ele não tem tanta brecha assim, não. Para ganhar dele, tem que ser um cara que nem eu, que tem o mesmo biotipo dele: um cara alto, grande… Acho que isso dificulta ele. O meu jogo dificulta o jogo dele, porque somos bem parecidos, acho que as vezes ele acaba se afobando. Isso já aconteceu, como na luta com o Roger Gracie, que é uma luta que eu estou assistindo quase todos os dias. Ele se afobou. Tem que ter paciência, o primeiro que errar vai ser fatal. Essa luta não vai passar dos cinco rounds, acho que antes do quinto round já teremos um resultado da luta. É aquilo: ele as vezes se afoba um pouco, mas luta é luta. Não tem muito o que fazer, porque eu posso me afobar também e acabar errando. Se eu falar uma brecha dele, é que ele não tem muita paciência na luta e acaba se afobando. Mas não estou muito focando no jogo, quero primeiro focar em mim.

    – Possível vitória mais importante

    É difícil eu falar se é realmente (possível vitória sobre o Buchecha) é a mais importante da minha carreira. Diria que é uma das, não sei se será a mais importante. Acho que a maior vitória da minha carreira foi eu ter voltado a lutar, depois de tudo o que aconteceu comigo, depois do câncer, depois de tudo. Isso foi a maior vitória da minha carreira, acho que não tem comparação. Acho que em termo de luta, isso seria uma das maiores vitórias. Ele já me venceu, eu nunca o venci. Estou doido para essa luta e mostrar que eu sou campeão e ninguém vai tirar o cinturão de mim.

    – Camp para o Mundial e ACB JJ 13

    O camp, realmente, é bem difícil, vêm várias filiais para cá e saímos na mão, como dizem. Mas, é o melhor possível. Não tem muita vaidade, porque vou bater o camp inteiro, assim como foi no camp do Pan, vai ser assim no camp do Mundial e como vou apanhar também, vão me finalizar, vão chegar em posições boas nesse camp e é isso que vai me salvar na hora da luta. Porque eu já vou ficar acostumado a cair em certas posições, que se eu cair na luta real, não vou ficar tão assustado. O foco é sair na porrada com geral, fazer bastante drill, bastante rola e específico também. Caindo em posição ruim. Porque na maioria dos treinos, como eu sou muito pesado, as pessoas não caem em posições boas comigo, a não ser se for em um treino específico, porque as pessoas já começam nas minhas costas, começam na montada. Então, se isso acontecer na hora da luta, eu não vou me afobar. No Pan mesmo, eu comecei perdendo por 2 a 0, e aí botei meu ritmo, virei a luta e finalizei. Não se afobar, manter a calma, porque tudo foi treinado e calculado.

    – Reforço na preparação física

    Na verdade, eu não pretendo mudar tanta coisa assim, não (na preparação). Eu mudei só algumas coisas em relação a preparação física. Eu diminuí um pouco os treinos de Jiu-Jitsu e aumentei um pouco mais a minha preparação física. A preparação para a luta com o Buchecha já entra também neste cronograma, porque é muito perto do Mundial, não tem como deixar isso de lado. Mas, o foco do Mundial é o mesmo: chegar lá e ser campeão. Desta vez, ganhar peso e absoluto. É o maior foco hoje em dia na minha carreira. O que eu mais quero é manter o meu cinturão e ganhar o Mundial peso e absoluto.

    – Tetracampeão do Pan da IBJJF

    Eu, infelizmente, não lutei o absoluto, porque em uma brincadeira, acabei cortando o meu dedo uma semana antes do Pan e fiquei uma semana sem treinar, mas fui lutar mesmo assim. O meu dedo estava bastante inchado, inflamando. Por causa disso tudo e sabendo que eu tenho uma luta importante com o Marcus Buchecha, decidimos, eu e o meu técnico Rafael Formiga, em só lutar o peso, até porque são menos lutas e o risco de se machucar é menor. Deu tudo certo, acabei sendo campeão mais uma vez. Sou quatro vezes campeão e estou feliz para caramba. O saldo foi bem positivo.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Comente
    Seu nome