Victor Honório comenta ausência em decisão no Brasileiro e vira a chave para o Mundial: ‘Corrigir os erros’

    Apesar de não medalhar, Victor Honório foi um dos destaques do Brasileiro de Jiu-Jitsu deste ano (Foto Vitor Freitas)

    A fera Victor Honório, faixa-preta da Qatar BJJ, foi um dos atletas mais aplaudidos no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu, encerrado no último fim de semana, em São Paulo. Honório fez quatros lutas durante o absoluto para garantir sua vaga na final, incluindo um duelo de tirar o fôlego contra Nicholas Meregali (Alliance), onde derrubou com estilo e passou a guarda do aluno de Mario Reis, enquanto perdia por dois pontos, para triunfar.

    Depois de dar entrevistas e tirar algumas fotos, Honório voltou para o hotel que estava hospedado para descansar. Mas, enquanto relaxava o corpo, começou a sentir-se mal e foi assim durante toda a noite. Por conta disso, Honório não pode disputar a final do absoluto contra Lucas “Hulk” Barbosa (Atos) no domingo (6), e com suas palavras, explicou tudo o que aconteceu no fim de semana da competição da CBJJ, que teve cerca de 7000 atletas.

    “Fui para o hotel bem, mas a noite comecei a me sentir febril. Dobrei os goles de água, tomei um banho frio, um remédio para o mal-estar e fui dormir. Já no meio da noite, acordei com muito frio e comecei a ir ao banheiro sem parar. Pela manhã, levantei e parecia que tinha lutado a noite toda, meu corpo estava muito dolorido. Por sorte, meu médico estava inscrito na competição e liguei para ele na esperança de conseguir lutar. O médico pediu para eu começar a reidratar e ele mesmo foi na farmácia comprar alguns medicamentos para me ajudar. Cheguei cedo no ginásio e fiquei até o final, na fé de recuperar as forças e lutar. Não tinha planos de abrir mão da categoria, cruzei metade do mundo para lutar esse campeonato, fiquei dois anos seguidos batendo na trave no absoluto com o bronze, queira muito esse título”, detalhou Honório, antes comentar seu diagnóstico.

    “Meu diagnóstico foi intoxicação alimentar. Não comi nenhuma besteira. Todos os dias eu estava fazendo minhas refeições fora, mas alguns amigos me chamaram para almoçar ali mesmo, no ginásio. Não tenho certeza do que me fez passar mal, mas recebi muitas mensagens de pessoas com amigos e familiares que também passaram mal após comer lá no ginásio. Depois de abrir mão da categoria, fiquei descansando e imprudentemente dobrei a dose dos remédios para ver se conseguia fazer os 10 minutos de luta do absoluto. Porém, um pouco antes de chamar os pesos-pesados para a final, decidi, juntamente com meu pai e Fabrício, que não entraria na luta, portanto fui direto me cuidar e voltei para casa. Nunca deixei de subir no pódio, não foi por orgulho nem nada do tipo, eu realmente fiquei muito mal. Ninguém queria mais fazer aquela luta que eu”, contou o lutador.

    Apesar desse acontecimento, Honório destrinchou os pontos positivos das suas lutas e a vitória sobre Nicholas Meregali, na semifinal do absoluto, que sacudiu ginásio José Corrêa.

    “Foi muito legal, gostei do meu desempenho. Temos algumas coisas a melhorar, mas é inegável que estamos no caminho certo. Sobre minha luta com Nicholas, ele é muito bom. Gosto de lutar com atletas assim. Nunca desacreditei das minhas posições, estava esperando a hora certa”, analisou o faixa-preta, projetando ainda o Mundial da IBJJF.

    “Quero corrigir alguns erros que ocorreram na competição. Tenho pessoas-chave trabalhando comigo, que querem me ver campeão e estão dispostos a me ajudar. Surpresa só se for o quimono novo mesmo, porque desde a faixa branca a tática é igual: derrubar, passar e pegar. Quero agradecer a quem me motiva e ajuda a chegar na minha melhor versão. Quero agradecer minha família, meus companheiros de treinos, e em especial ao mestre Fabrício Moreira e ao Edu Pelota pelo apoio nos últimos meses”, encerrou Victor.

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