Após polêmica no UFC Rio, Pennington ‘defende’ treinador e garante: ‘Orgulhosa’

    Pennington se envolveu em polêmica após o UFC 224, mas saiu em defesa do técnico (Foto Getty Images / UFC)

    No último sábado (12), pelo UFC 224, no Rio de Janeiro, uma polêmica cercou Raquel Pennington, que desafiou e perdeu a luta principal para a campeã peso-galo Amanda Nunes. No intervalo do quarto para o quinto round, “Rocky” disse que não queria continuar, por conta de uma dor na perna. No entanto, seu treinador, Jason Kutz, não quis desistir do confronto, o que gerou uma série de críticas nas redes sociais. Ao MMA Fighting, a norte-americana defendeu o técnico e disse que se sentiu “orgulhosa” da decisão dele.

    “Estou realmente orgulhosa do meu treinador (Jason Kutz). Eu sei que muitas pessoas estão indo contra o que ele disse. É fácil julgar, mas você nunca sabe o que está acontecendo naquele momento. No final do dia, meus treinadores me conhecem melhor (do que qualquer pessoa). Eles conhecem a minha resistência e sabem o que eu posso suportar, e confio em meus treinadores por isso. Sei que eles não me colocariam em uma situação que eu não suportaria. Eu estava passando por um momento de frustração por conta das dores na minha perna, mas precisava seguir”, desabafou Pennington.

    Em outubro passado, “Rocky” sofreu um acidente e quebrou a perna. Essa mesma perna foi atingida pelos fortes chutes de Amanda Nunes no primeiro round. A lutadora disse que na hora sentiu “muitas dores”, mas que ainda não fez nenhum exame detalhado, por não ter recebido um tratamento adequado no Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, Pennington vai procurar um médico para saber exatamente o que aconteceu após o combate.

    Pennington ainda afirmou que chegou a sentir náuseas por conta das dores na perna atingida por Amanda. Jason Kutz, treinador da lutadora, contou que não estava ciente desse fato e não sabia da gravidade da lesão. Ele ressaltou que conhece sua atleta e sabe que, daqui a dez anos, “Rocky” não se perdoaria por “abandonar” uma luta tão importante.

    “Quando você passa quatro horas por dia fazendo o que ela faz e o que fazemos, eu a conheço. Eu posso ler o rosto dela como um livro. E eu sei que se ela tivesse parado (a luta) ali mesmo, eu falei com ela sobre isso depois: ‘Ei, daqui a 10 anos quando você olhar para trás, eu acho que você estaria se chutando por não ter continuado’. É como eu vejo”, comentou o treinador, que seguiu o relato, também em entrevista ao MMA Fighting.

    “A única coisa que eu poderia ter dito de forma diferente é talvez ter feito uma pergunta mais direta: ‘Você realmente quer que eu pare com essa luta?’ Se ela dissesse que ‘sim’, então acabava. Mas quando ela diz ‘eu não quero fazer isso, minha perna está doendo’, minha primeira reação inicial é: ‘Certo, sim, sua perna está doendo, vamos forçar isso’. Honestamente, eu não queria que ela parasse a luta porque sua perna estava doendo. A perna, eu sabia que doía, mas a náusea, eu não estava ciente naquele momento. Eu não sabia disso. Eu vou falar do que eu sabia e vou ficar com isso”, encerrou o treinador.

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