Professor e competidor, Cavaca avalia sua participação no ACB JJ e projeta ‘despedida’ no Mundial de 2019

    Rodrigo Cavaca esteve presente no Brasileiro para apoiar os seus alunos da Zenith Brasil (Foto reprodução IBJJF)

    Líder da equipe Zenith Brasil, que conta com filiais por todo o território nacional e em diversos continentes, o faixa-preta campeão mundial Rodrigo Cavaca é um dos grandes veteranos em ação no cenário da arte suave. Aos 37 anos, o lutador – e professor – segue na ativa, mesmo que de forma mais cadenciada, e conversou com a TATAME sobre.

    Vindo de uma participação no ACB JJ 10, em São Paulo, quando acabou superado por Igor Silva, Cavaca esteve presente no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJ, realizado em Barueri (SP), no início deste mês, para acompanhar os representantes da sua equipe.

    “O ACB é o tipo de evento que eu vou lutar para sempre, se me derem a oportunidade, planejo estar sempre disputando. Me motivou a voltar a treinar, porque treinar para um circuito de competições, hoje em dia, é bem difícil pra mim, então esse tempo eu procuro dedicar hoje para outras coisas. Para o ACB, é algo que consigo manter uma preparação diferenciada, é uma luta só, então é um tempo pouco mais curto e consigo me preparar”.

    Confira outros trechos da entrevista com Cavaca:

    – Organização do ACB JJ e última luta

    No ACB, primeiramente, parabenizar a organização por todo o trabalho. Estão fazendo um trabalho que nunca fizeram pelo Jiu-Jitsu, estão investindo nos atletas, realmente fazendo um show de verdade… Respeitando cronograma, respeitando situações que favorecem os atletas, que são as grandes estrelas do show. Eu estou com 37 anos, já não tenho mais a mesma rotina de treinos. Hoje, já faz uns quatro anos que não consigo me preparar normalmente, mas o ACB me deu uma motivada de dar uma injeção de ânimo na minha carreira, de começar a buscar um algo a mais. Na minha última participação pelo ACB, eu lutei com o Igor Silva em São Paulo, eu treinei bem, mas a regra do evento é um pouco complicada. Então, ainda é um pouco estranho para mim colocar tudo isso em prática.

    – Despedida do Mundial no próximo ano

    Hoje é impossível pra mim, eu luto porque amo isso, é o meu mundo. Já estou há 14 anos na faixa preta e vendo essa garotada… É a terceira geração que vejo passar, e estar no meio deles ainda é fantástico, é isso que ainda me motiva. Mas eu estou deixando de lado, cada vez mais, as competições, no ano que vem eu vou fazer minha despedida oficial dos Mundiais, meu 15º Mundial, encerrar com chave de ouro, se Deus quiser, com uma medalha. Vou pegar uns dois, três meses de preparação, me dedicar bem, como eu sei o caminho… Eu sei como fazer, só que eu não tenho mais tempo para fazer, as prioridades são outras. A equipe está crescendo bastante, no mundo todo, então agora é ajudar essa garotada a chegar onde já chegamos um dia, para que eles realizem os seus sonhos.

    – Projeções para o futuro da equipe

    Agora temos que estruturar e profissionalizar a equipe de uma maneira que eu tenho certeza que será o futuro do Jiu-Jitsu, transformar em uma verdadeira empresa. Hoje, a gente acaba vendo que 90% das equipes são levadas “nas coxas”, de qualquer maneira. Você não tem uma padronização de uniforme, de aulas, de defesa pessoal, então a gente acaba ficando muito pra trás em relação a outras atividades e ficando muito amador. Eu tenho grandes parâmetros, como a Gracie Barra, a Alliance, com o excelente trabalho do Fábio (Gurgel), então eu tenho esses grandes exemplos de empresários, onde estou começando agora, e sonho fazer um dia o que eles já fizeram, para que um dia a gente possa se tornar também essa grande empresa voltada para a profissionalização da arte.

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