Amanda Ribas crava inocência em caso de doping e aponta sobre uso de substância: ‘Seria muita ignorância’

    Amanda alegou que é inocente, mas que os custos para os testes são altos (Foto reprodução Instagram)

    Por Yago Rédua

    Há quase um ano, no dia 7 de junho de 2017, Amanda Ribas recebeu a notícia que havia testado positivo em exame da USADA (Agência de Antidoping dos EUA). Seis meses depois, em janeiro de 2018, a entidade, que fiscaliza os atletas do UFC em relação ao programa de doping, anunciou a suspensão da brasileira por dois anos, após diagnosticado o uso da substância “ostarine”. Em entrevista à TATAME, a lutadora afirmou que é inocente.

    “Desde pequena, participo de competições nacionais e internacionais de Jiu-Jitsu, Muay Thai e Judô. Nunca fiz uso de qualquer substância que não fosse permitida e seria muita ignorância utilizar qualquer tipo de substância quando consegui realizar o meu sonho, que era assinar e já ter luta marcada com o maior evento de MMA do mundo, que é o UFC. A primeira providência tomada foi encaminhar para investigação alguns dos suplementos que eu estava usando. Mandei algumas amostras pra USADA. Esse procedimento e todos os testes tem um custo muito alto, sendo que todo valor é custeado pelo próprio atleta. O problema foi que, infelizmente, nestas amostras que mandei não foram encontrados os traços da substância em questão”, desabafou Amanda, que contou sobre o impacto que a suspensão teve inicialmente, ressaltando o apoio recebido dos familiares para seguir.

    “No começo foi bem difícil, porque eu não conseguia entender como a substância foi parar no meu corpo, mas tive o apoio da minha família, meus técnicos e empresário que sempre confiaram e acreditam em minha inocência. Fiz um planejamento e elaborei metas a serem cumpridas para aproveitar esses dois anos sem competir no MMA”, projetou a lutadora.

    Disponível para lutar MMA apenas a partir de junho de 2019, Amanda vai completar três anos sem entrar em ação pela modalidade – sua última luta foi pelo Max Fight, em maio de 2016. Ao ser indagada sobre o hiato, se poderia atrapalhar, a mineira de 24 anos falou que vem utilizando esse tempo para fazer intercâmbios e aprimorar ainda mais o seu jogo.

    “Muitos acham que sim (esse período pode me atrapalhar), mas eu tenho a convicção de que meu preparo está sendo intenso e continuarei lutando e me aprimorando para estar no melhor de mim quando for estrear pelo UFC. Acredito que Deus sabe de tudo e eu assinei com a maior organização do mundo com apenas três anos de MMA. Então, estou usando este tempo pra aprimorar meu jogo em todas as áreas. Estou sempre viajando pelas academias para aprender e melhorar, mesmo depois da notícia do doping, continuei lá na ATT (American Top Team) para aproveitar o máximo daquele centro de treinamento. Este ano, ainda devo competir Boxe de Praia. Podem esperar um lutadora versátil e que gosta de ação, que quer mostrar que com um sorriso pode vencer o mundo”, apontou.

    Competições de Jiu-Jitsu

    Faixa-preta de Jiu-Jitsu, Amanda Ribas participou da primeira Copa Kyra Gracie, em março passado, no Rio de Janeiro. O evento foi exclusivo para o público feminino. A lutadora garantiu a medalha dourada e contou sobre a sensação de competir na arte suave após dez anos sem participar de algum torneio da modalidade, colocando o quimono novamente. O próximo desafio com quimono será no EBI, Eddie Bravo Invitational, na Califórnia (EUA).

    “Foi muito gostoso! Eu amo competir, ainda mais na arte que eu comecei. Eu fiquei muito feliz em ver tantas meninas em um só evento, que foi todo voltado para o público feminino. Quando comecei não havia tantas meninas, eu mesma já lutei Jiu-Jitsu com meninos quando mais nova, então é muito bom ver essa evolução”, encerrou Amanda.

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