Focada no Mundial, Ana Schmitt fala sobre saída da Gracie Humaitá e parceria com Marcos Cunha; confira

    Ana Carolina Schmitt foi vice no Brasileiro e quer fazer ainda mais no Mundial da IBJJF, nos Estados Unidos (Foto TATAME)

    Apesar de não ter saído com o ouro, Ana Carolina Schmitt pode celebrar sua participação no último Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJ, realizado no início deste mês, em Barueri (SP). Na competição, a faixa-preta fez boas lutas e chegou até a final do peso-leve, sendo superada apenas por Bia Basílio – 4 a 0 nas vantagens – e ficando com a prata.

    Em entrevista à TATAME durante o torneio, Ana Schmitt analisou seus últimos passos na arte suave, comentou sobre a saída da Gracie Humaitá, a parceria com seu treinador Marcus Cunha e projetou o Mundial da IBJJF, seu grande objetivo para esta temporada.

    “Eu tinha um treino muito forte lá (na Gracie Humaitá), mas como muitas meninas estão chegando na faixa preta, no mesmo peso, causa uma certa confusão. É bom treinar só com mulheres duras, campeãs mundiais, mas a Bia Mesquita, que é uma amigona minha, até apoiou a decisão de eu voltar para minha cidade, ficar com a minha família, minha equipe, porque ela sabe como é ruim ficar morando fora, como é difícil”, explicou a lutadora.

    Confira abaixo a entrevista com Ana Carolina Schmitt:

    – Resumo sobre os seus últimos anos no Jiu-Jitsu

    Eu treino desde os meus 14 anos e nem sempre competi, comecei mais depois da faixa preta. Meu primeiro Mundial foi em 2014, como faixa-marrom, e foi onde eu conheci a Letícia Ribeiro e treinei por uns anos lá. Passei por uma cirurgia no joelho e voltei no ano passado bem forte e muito confiante, e de cara eu já peguei uma menina que era favorita, a Bia Basílio, um nome forte na faixa preta atualmente, e consegui vencê-la. A segunda luta foi contra uma outra menina que já foi campeã mundial, a Jaqueline Amorim, e também venci. A Mackenzie não bateu o peso no ano passado, daí minha amiga venceu a primeira luta e se classificou para a final comigo. Eu pensava que o título viria pra mim, mas acabou que não ocorreu, a gente decidiu na sorte e ela ficou com o título (risos). Eu sei que nós duas somos campeãs mundiais, mas isso abalou bastante a minha cabeça e eu decidi voltar com o meu mestre (Marcos Cunha) para continuar o trabalho com ele. Estou competindo desde o início do ano com ótimos resultados e confiante para os desafios.

    – Saída da Gracie Humaitá e reação da Letícia Ribeiro

    Eu tinha um treino muito forte lá, mas como muitas meninas estão chegando na faixa preta, no mesmo peso, causa uma certa confusão. É bom treinar só com mulheres duras, campeãs mundiais, mas a Bia Mesquita, que é uma amigona minha, até apoiou a decisão de eu voltar para minha cidade, ficar com a minha família, minha equipe, porque ela sabe como é ruim ficar morando fora, como é difícil. Eu tive um apoio para retornar à minha equipe, saí numa boa, tranquila, sem briga, e estou confiante estando agora com o meu mestre. Realmente, me sinto melhor em casa. A Letícia queria que eu voltasse e treinasse com as meninas, fizesse o camp lá, só que o meu mestre (Marcos Cunha), que sempre me apoiou, da primeira vez ele até apoiou para eu lutar por ela, só que agora que ele saiu da Nova União e está com a equipe dele, quer que eu esteja ao lado dele. Eu fui bem sincera com a Letícia, abri o jogo, e ela concordou. Minha decisão é estar com a minha equipe.

    – Crescimento da equipe liderada por Marcos Cunha

    A equipe está vindo de forma brilhante, com ótimos resultados, desde o infantil até o master. Tem muitos talentos, muitos atletas já conquistando diversos campeonatos e eu me sinto com a obrigação de ser o exemplo. Treinar duro, que é o principal, e estar confiante, com a cabeça boa para trazer os melhores resultados possíveis para o time.

    – Crescimento do Jiu-Jitsu feminino e foco no Mundial

    Não tenho nem palavras. Quando eu comecei, não tinha nem treino feminino, para achar uma menina para treinar era raro (risos). Hoje em dia, tem um monte de faixa-preta, as chaves femininas estão crescendo cada vez mais e eu só tenho a agradecer esse nível que estamos chegando. Ainda temos muito a caminhar, mas acho que estamos alcançando o nosso espaço merecidamente, e agora o foco é no Mundial. É só nisso que penso. Depois disso, eu vou rever a agenda dos campeonatos e decidir quais eu vou lutar, mas agora eu só consigo enxergar o Mundial e quero muito ser campeã, esse é meu grande objetivo.

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