Empolgado após vitória no UFC Rio, Davi Ramos projeta futuro e exalta auxílio do Spider: ‘Experiência incrível’

    Anderson Silva fez parte do camp de Davi Ramos na Team Nogueira, no Rio de Janeiro (Foto arquivo pessoal)

    Por Mateus Machado e Yago Rédua

    Duas lutas, duas vitórias por finalização. Assim é o cartel de Davi Ramos atuando em sua divisão, a dos leves, no Ultimate. Desde março de 2017 na organização, quando estreou com derrota para Serginho Moraes no peso-meio-médio, o faixa-preta de Jiu-Jitsu soma três lutas e vive talvez o seu melhor momento no MMA, projetando alçar voos maiores.

    Em entrevista após o UFC 224, realizado no último dia 12 de maio, no Rio de Janeiro, Davi falou sobre a sensação de lutar em casa, aonde espera ir na divisão e comentou sobre a possibilidade de voltar ao octógono no UFC São Paulo, marcado para 22 de setembro. O lutador também exaltou os treinos com Anderson Silva durante a sua preparação para encarar Nick Hein no Rio: Davi finalizou o alemão ainda no primeiro round do combate.

    “Toda influência (teve o Anderson na vitória). Quando eu acabava os meus sparrings, filmava tudo, mandava pra ele e pedia um retorno. Ele me falava ‘olha filho, faz assim, olha aqui, isso está muito bom, segura aqui’. Essa energia e essa experiência que ele te passa, isso é incrível. Ele pra mim é incrível. Eu tenho essa gratificação de treinar com lendas do MMA como o Anderson, os irmãos Nogueira (Rodrigo e Rogério) e outros nomes”.

    Confira a entrevista com Davi Ramos na íntegra:

    – Sensação de vencer lutando em casa, no Rio

    Não tem como descrever tudo isso né. Lutar em casa, treinar em casa, dormir, comer a comida caseira. Pra mim foi muito bom. Eu entrei no octógono como se estivesse indo fazer um sparring. Foi uma grande vitória e com certeza espero estar lutando com alguém do Top 15. A sensação de você lutar em casa, vencer, é única. Não tem como você descrever isso. Ontem eu estava no corte de peso, deitei um pouco para descansar na cama, na minha cama mesmo (risos), na minha casa, meu filho veio, me deu um abraço, um beijo…

    – Nova vitória no peso-leve e nova finalização

    Minha segunda vitória na minha categoria, minha segunda finalização, e assim, acho que é um passo de cada vez. Eu tenho muito que evoluir ainda, mas sempre me achei um lutador completo… Quando eu lutava Jiu-Jitsu eu dava queda, eu finalizava, jogava por baixo, por cima, e é isso que eu quero trazer para o UFC, não só o Jiu-Jitsu, mas mostrar que estou preparado para tudo. E lógico, se eu colocar pra baixo, vou finalizar, que é o que sei fazer.

    – Finalização rápida ainda no primeiro round da luta

    Todas as minhas lutas, se você for parar e ver, seja no Jiu-Jitsu como no MMA, eu sempre busquei a finalização ou o nocaute. Essa é a minha essência e o que eu sempre vou buscar, nunca vou procurar uma luta de três rounds. Porém, se precisar, estou preparado pra tudo.

    Faixa-preta de Jiu-Jitsu, Davi Ramos finalizou ainda no primeiro round no UFC 224 (Foto Getty Images / UFC)

    – Próximo passo e futuro na divisão dos pesos-leves

    Com certeza (me sinto em condição de alçar voos maiores). Como eu já falei, eu luto com qualquer Top 15 da categoria. Eu me vejo, hoje, completo, com Boxe, Muay Thai, Wrestling e, principalmente, Jiu-Jitsu. Não tem como colocar um nome (como adversário)… Acho que tem tanta gente dura na categoria que é difícil você colocar um nome. Mas uma coisa eu posso te dizer: minha meta é ser campeão do UFC. Esse é o meu objetivo final.

    – Luta no UFC São Paulo e retorno ao octógono

    É um card que interessa (próximo UFC São Paulo), mas seja 22 de setembro ou no próximo mês, estou pronto para lutar. Eu to pronto, não aconteceu nada comigo, estou zero, então isso é importante. Posso lutar amanhã. Você fazer um camp de três meses e não sentir nenhuma lesão, isso é muito bom também. Então, estou pronto para voltar o quanto antes.

    – Análise de uma luta com Khabib Nurmagomedov

    O Khabib ele é um wrestler muito bom né, ele já enfrentou diversos caras do Jiu-Jitsu, porém a grande maioria do pessoal que faz Jiu-Jitsu e luta no UFC ele quer levantar, e eu me sentiria lisonjeado se ele me colocasse pra baixo. Logo eu estaria por cima batendo nele. Ele não sabe Jiu-Jitsu, sabe Wrestling, controla muito bem, mas Jiu-Jitsu não tem.

    – Auxílio de Anderson Silva nos treinamentos

    Toda influência (teve o Anderson na vitória). Quando eu acabava os meus sparrings, filmava tudo, mandava pra ele e pedia um retorno. Ele me falava ‘olha filho, faz assim, olha aqui, isso está muito bom, segura aqui’. Essa energia e essa experiência que ele te passa, isso é incrível. Ele pra mim é incrível. Eu tenho essa gratificação de treinar com lendas do MMA como o Anderson, os irmãos Nogueira (Rodrigo e Rogério) e outros.

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