Malfacine revela foco no 10º título mundial e diz sobre ‘gringos’ no Jiu-Jitsu: ‘É bom ficar de olho’

Publicado em 30/05/2018 por: Mateus Machado
Malfacine revela foco no 10º título mundial e diz sobre ‘gringos’ no Jiu-Jitsu: ‘É bom ficar de olho’ Bruno Malfacine, dez vezes campeão do mundo, estará em ação no Europeu da IBJJF (Foto IBJJF)

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Por Mateus Machado

Eneacampeão mundial de Jiu-Jitsu, Bruno Malfacine realizou a transição para o MMA e encontra-se invicto na modalidade, com duas vitórias, a última delas em abril, pelo evento Brave Combat Federation. Com planos de evoluir e fazer história também nas artes marciais mistas, o faixa-preta, apesar do nome e legado já consolidados na arte suave, ainda tem um objetivo a ser cumprido nos tatames antes de ir de vez para o novo desafio.

A lenda da Alliance vai em busca do seu décimo ouro no Mundial da IBJJF, que será realizado nesta semana (de 31 de maio a 3 de junho), na Califórnia (EUA). Em entrevista à TATAME, Malfacine revelou que “la décima” trata-se de um sonho em sua carreira no Jiu-Jitsu e, entre outros assuntos, também comentou sobre seus planos futuros, trajetória na arte suave e a evolução de lutadores de outros países dentro do esporte com quimono.

Confira a entrevista completa com Bruno Malfacine:

– Foco no décimo título mundial de Jiu-Jitsu

Sim, toda minha energia está canalizada para o Campeonato Mundial da IBJJF, porque o décimo título é um sonho. Não lutarei esse Mundial só por mim. Lutarei com muita garra pelo meu time, fãs, alunos, amigos, família… Todos que fizeram parte da minha trajetória.

– Projeto em fazer superlutas após o Mundial

Existe uma grande possibilidade, sim, de eu assinar com uma liga de superlutas. Nós estamos negociando e acredito que teremos novidades em breve também nesse sentido.

– Análise da sua trajetória na arte suave

No início, eu queria apenas ser o campeão, até que chegou ao ponto que ser “apenas” campeão não me satisfazia mais, e decidi fazer história. Não apenas ser um dos maiores recordistas de todos os tempos, mas construir um grande legado do qual eu me orgulhasse quando olhasse pra trás. Acredito que consegui atingir isso, e é uma enorme satisfação.

– Diferenças do treino entre Jiu-Jitsu e MMA

Eu acho que treinar para um campeonato de Jiu-Jitsu ainda é mais difícil que para uma luta de MMA. Eu tenho que treinar para vários oponentes no Jiu-Jitsu, mas no MMA, eu foco só em um adversário. Hoje em dia, eu sei realmente o que é treinar MMA e tenho usado algumas coisas que peguei para me preparar para o Mundial. Além disso, na arte suave eu posso treinar com companheiros de equipe de qualquer peso e isso não ocorre no MMA. Admito que o cansaço físico após os treinos é bem diferente também. A dedicação e a disciplina têm que ser as mesmas em todos os momentos, mas há algumas coisas novas que espero usar no Mundial deste ano para sair com esse esperado décimo título de lá.

– Planos para o Mundial e cinturão do Brave

Meu foco agora é ganhar o Mundial pela décima vez no meu peso, mas também é ser campeão do Brave. Não tenho pressa. A minha grande preocupação agora no MMA é ter a certeza que estou evoluindo e seguir construindo um jogo sólido. O Brave tem vários caras duros na minha divisão, mas não vejo ninguém me impedindo de chegar no meu objetivo

– Evolução dos estrangeiros no Jiu-Jitsu

Acredito que sim, isso (evolução de atletas de outros países no Jiu-Jitsu) irá acontecer naturalmente com o tempo. Temos diversos brasileiros, não apenas campeões mundiais, mas também bons professores espalhados pelo mundo, fazendo um ótimo trabalho e formando excelentes atletas fora do Brasil. Hoje, o Jiu-Jitsu não se limita mais ao Brasil e Estados Unidos. Já tivemos surpresas da Austrália, Polônia, Noruega… Então, é bom ficarmos de olho e não subestimarmos ninguém, porque tem muita gente boa por aí.

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