Yahya aguarda próxima luta pelo UFC e projeta: ‘Quando me aposentar do MMA, quero competir no Jiu-Jitsu’

    Yahya vem de duas vitórias consecutivas no Ultimate e aguarda o próximo desafio (Foto Getty Images / UFC)

    Por Mateus Machado

    Vindo de duas vitórias consecutivas no Ultimate, Rani Yahya aguarda seu próximo desafio pela organização. Com 33 anos e um cartel de 25 vitórias e nove derrotas no MMA, o brasileiro esperar por um adversário bem ranqueado para, em caso de vitória, entrar no Top 15 da categoria peso-galo, que tem o americano TJ Dillashaw como atual campeão.

    O ranking elaborado pelo Ultimate, inclusive, é bem questionado, não apenas por Rani, mas também por outros lutadores da franquia. Em entrevista à TATAME, Yahya tratou a lista como “confusa” e citou os principais lutadores da divisão, na sua opinião.

    “O ranking é meio confuso. Tem cara que fez duas lutas e já está lá no ranking. Depende muito do marketing que o cara faz. Eu acho que os tops da categoria são Dominick Cruz, TJ Dillashaw e o Coby Garbrant. O Raphael Assunção é um cara que merecia uma chance de disputar o cinturão, já venceu muito na categoria, o Marlon Moraes também está chegando bem… Mas é isso, eu quero enfrentar um cara lá da frente do ranking”, disse o brasileiro, que ainda falou sobre outros assuntos envolvendo o UFC e também o Jiu-Jitsu, onde é faixa-preta e compete quando não tem uma luta marcada dentro daorganização de MMA.

    Confira a entrevista completa com Rani Yahya:

    – Próxima luta pelo Ultimate e volta à ação

    Ainda não tenho luta marcada, mas meu empresário está negociando minha próxima luta para julho ou agosto. Espero que nos próximos dias eu já tenha a data e o nome do rival.

    – Expectativa por um adversário ranqueado

    Eu quero estar em uma posição melhor (no ranking). Já desafiei alguns atletas mais bem ranqueados, falei com o matchmaker do UFC, com o meu empresário… Eu quero alguém lá da frente. Agora, tem a questão que o cara que está bem ranqueado não quer aceitar uma luta comigo, porque sabe que eu sou perigoso no chão e posso finalizar, e aí eles perderiam para um cara que não está ranqueado. Então, estou tendo essa dificuldade.

    – Avaliação do ranking peso-galo do Ultimate

    O ranking é meio confuso. Tem cara que fez duas lutas e já está lá no ranking. Depende muito do marketing que o cara faz. Eu acho que os tops da categoria são Dominick Cruz, TJ Dillashaw e o Coby Garbrant. O Raphael Assunção é um cara que merecia uma chance de disputar o cinturão, já venceu muito na categoria, o Marlon Moraes também está chegando bem… Mas é isso, eu quero enfrentar um cara lá da frente do ranking, esse é o foco.

    – Planejamento para o restante deste ano

    Espero fazer mais duas lutas esse ano, no mínimo. Vamos ver se sai uma luta entre julho e agosto e depois uma outra entre novembro e dezembro. Esse seria o ideal para mim.

    – Planos para competir / voltar no Jiu-Jitsu

    Eu costumo competir de quimono e sem quimono esporadicamente, quando não tenho luta agendada (no UFC). Para manter aquele giro, manter a adrenalina, eu gosto de competir. Tive até a oportunidade de participar de alguns campeonatos agora, mas como estou quase fechando a minha próxima luta, coloquei a minha carreira no MMA como prioridade, porque não posso correr o risco de me machucar. Mas, depois de uma luta, quando sobra tempo, eu gosto de competir. Inclusive, depois que eu me aposentar do MMA, é o que quero fazer.

    Lutador do Ultimate, Rani Yahya também compete com e sem quimono no Jiu-Jitsu (Foto reprodução)

    – Opinião sobre a arte suave nos dias atuais

    Em relação às regras, uma coisa que me incomoda bastante é o lance de fuga do tatame. Muitas vezes o cara está em desvantagem, aí ele sai do tatame para fugir de uma possível finalização, de uma possível raspagem, do amasso que ele estava levando. Aí, muitas vezes, o juiz volta a luta no meio, volta a luta em pé. Muitas vezes o atleta inicia a queda dentro do tatame, vai derrubar o adversário e o cara dá um jeito de sair da tatame. Aconteceu isso com um aluno meu. Ele aplicou uma raspagem no meio do tatame e o adversário já saiu fugindo. O juiz voltou a luta no meio, em pé, e ele não ganhou os pontos, só vantagem. Então, acho que isso é algo que deveria ser observado nas regras.

    – Principais faixas-preta em destaque hoje

    Eu não tenho visto muitas lutas de Jiu-Jitsu. Quase não assisto os campeonatos de Jiu-Jitsu. Eu apenas ouço falar muito do Marcus Buchecha e do Leandro Lo. Mas teve um garoto que lutou agora (no Mundial), e esse eu posso falar porque eu vi, pois ele enfrentou o meu sobrinho, e é um garoto que escuto dizer que está ganhando tudo por aí, é o Thalison Soares. Ele está sempre ganhando as competições, e eu acho que no futuro ele vai continuar ganhando tudo. Não porque ele é um finalizador, mas porque ele sabe ganhar bem as lutas. É um garoto que dificilmente leva pontos em campeonatos, e isso é raro.

    1 COMENTÁRIO

    1. O cara é craque, não qro discordar de nada dito…mas o lance das filhas dos tatames, é inevitável, as vzs a própria defesa da queda, obriga o cara a girar e pode sair do tatame por ser aberto…o q pode ser feito é o q já existe nas regras, quando o cara sai da área de forma proposital ele perde ponto, é punido e pode ser desclassificado…

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