Coluna da Arte Suave: esqueça o sentimento da raiva no momento da luta; confira o artigo e opine

    Em seu novo artigo, Luiz Dias destaca a importância de lutar sem raiva (Foto Ilan Pellenberg)

    Por Luiz Dias

    Lutar com vontade de vencer, lutar pensando em não bater sob qualquer situação e lutar focado em finalizar sempre são possibilidades que passam na mente de um lutador. Mas um sentimento ou pensamento, como queiram chamar, não pode dominar nossa mente, nunca, na vida ou nos ringues. É o de lutar com raiva. A raiva cega, não te deixa pensar, impede de fazer a estratégia correta, de progredir na posição ideal ou te impede de esperar o momento correto para encaixar a finalização. Lutar movido pela raiva pode parecer, para muitos, um excelente combustível, mas na verdade não acho que seja uma boa escolha.

    O melhor combustível é o foco, a confiança nas suas posições, sua escolha na estratégia e seu preparo físico. Lutar com raiva ou levar a luta pelo campo da questão pessoal não é bom. A raiva cega. Já vi muitos atletas perderem lutas por seguirem a raiva, tanto em lutas de campeonatos de Jiu-Jitsu como em lutas de MMA. É claro nenhum de nós quer perder, mas não podemos deixar que a raiva comande nossos atos e nos controle.

    Como professores, também temos a obrigação de acalmar os ânimos quando assim for necessário, dentro do nosso dojo. Manter a união, e com os lutadores que irão competir, devemos orientar que lutem sem raiva, mas com foco. Lutar com alguém que já nos ganhou em um campeonato anterior sempre é tenso, por isso é importante trabalhar para que essa tensão seja direcionada para se ter mais atenção, mais foco, concentração.

    Não concordo com quem instiga usando a raiva. Não acho um bom caminho. Que sentimentos de garra, coragem, determinação e vontade de ganhar sejam a tônica. Mesmo dentro das nossas academias, o caminho que acho correto é instigar a superação do próprio lutador. Que deseje vencer, sim, mas não como se fosse uma revanche indo para o lado pessoal, mas uma vitória, levada pela vontade de vencer. Trabalhou, superou seus pontos fracos, suas fraquezas e até mesmo a insegurança de lutar com quem o já venceu.

    O clima de rivalidade desenfreada na academia também não creio ser um bom ambiente. O desgaste é maior. Para alguns estudiosos, o sentimento de raiva faz tão mal para o coração como fumar. O sentimento de raiva tem de ser rapidamente transformado em sentimentos de superação, vontade de treinar para melhorar seu rendimento e sua técnica.

    Se você perdeu uma luta, não transforme seu oponente em um inimigo, mas sim em uma referência a ser batida. Ele, no fundo, te ajudou, mostrou onde errou e o que você deve fazer para superar essa falha. Eu, pelo menos, sempre pensei assim em minhas derrotas. Perder é muito ruim, mas pode te trazer o caminho da melhora, da sua evolução como lutador. Na próxima vez que for lutar com quem te ganhou, lute focado na vitória, não na pessoa, lute com o melhor que o seu Jiu-Jitsu pode te oferecer, lute usando toda a sua capacidade física e mental. Lute para vencer e não para, como muitos pensam, “em dar o troco” ou “devolver a derrota”. Lute para vencer, se superar, os seus próprios desafios.

    Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

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