Cavaca projeta luta com Panza no ACB JJ 14 e exalta recorde mundial de Buchecha: ‘Carreira vitoriosa’

    Cavaca ao lado de Fellipe Andrew, um dos principais nomes da Zenith e campeão da Copa Podio (Foto Yago Rédua)

    Por Yago Rédua

    Em meio a Copa do Mundo de Futebol, será realizado, também na Rússia, o ACB JJ 14. A organização prepara um grande card para o evento, que vai contar com diversas estrelas da arte suave, e o casca-grossa Rodrigo Cavaca vai encarar Luiz Panza na divisão acima de 95kg. Em entrevista à TATAME, o faixa-preta contou sobre a sua participação no show.

    “Eu vou lutar o ACB mais uma vez, é uma organização que chegou forte para prestigiar e valorizar os atletas de Jiu-Jitsu, que estavam precisando disso na parte financeira e de profissionalização também. Vou lutar em um grande evento, que foi tudo programado para que fosse na época da Copa do Mundo. Então, os grandes lutadores do mundo estarão lá. Tem uma garotada nova que está chegando também que é fora de série”, disse Cavaca, que comentou sobre o desafio em conciliar treinos na Zenith com o camp para a luta.

    “Tenho feito uma preparação mínima, porque é muito difícil. Tenho que me dedicar a Zenith, que está crescendo, graças a Deus, e a preparação dos nossos atletas. Tem uma galera (da Zenith) que está chegando forte, como o Fellipe Andrew. Ao mesmo tempo, tenho que trabalhar na minha própria academia, com aulas particulares, em grupo… O restinho de tempo que sobra, acabo usando para treinar. Mas a minha preparação física está em dia, tenho treinado Jiu-Jitsu um pouco menos. Vamos participar da festa. Importante é estar junto com essa galera, ser lembrado pela organização e estar no meio desses caras, que só tem fera. Então, vamos lá! Não podemos treinar muito, mas temos uma bagagem grande e, se der, acabamos chegando (risos)”, projetou o lutador.

    Cavaca também comentou sobre o padrão ACB JJ, que vem valorizando financeiramente os lutadores de arte suave. Além disso, falou sobre as regras diferentes e o formato – que se assemelha com o MMA – com três rounds de cinco minutos para lutas que não valem título.

    “O ACB chegou forte para fazer a diferença no mundo do Jiu-Jitsu e vem fazendo. Acho que esse formato é diferente, mas não muda muito… Acho que o lutador tem que estar preparado para fazer de tudo. O lutador tem que lutar por cima, por baixo, fazer guarda, passar, quedar, defender queda, lutar na defesa, no ataque… Saber montar estratégia. De acordo com os resultados, nós, lutadores, acabamos nos adaptando as regras. Quando ela (regra) é profissional, acabamos correndo atrás”, apontou o experiente faixa-preta.

    Recorde de Buchecha

    Responsável por graduar Marcus Buchecha à faixa-preta, Rodrigo Cavaca comentou o feito histórico do lutador no último Mundial, quando atingiu a marca de 11 medalhas douradas e se isolou como maior recordista – superando Roger Gracie. O casca-grossa exaltou Buchecha e acredita que multicampeão servirá de exemplo para a nova geração.

    “Ele fez uma carreira vitoriosa, é um garoto que se destacou bastante no mundo do Jiu-Jitsu. É um bom garoto, é uma boa pessoa e por isso aí também que as portas se abriram. Acho que Deus dá oportunidade para quem é do bem. É mérito dele, que correu atrás, venceu… Saiu lá de baixo e conseguiu o espaço dele. Tenho certeza que muitos outros vão conseguir também, vão ter ele como espelho para que consiga uma trajetória vitoriosa”.

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